O Governo de Mato Grosso publicou o edital da licitação para contratar uma empresa que vai executar a recuperação do asfalto de sete avenidas de Cuiabá e Várzea Grande. O investimento previsto na obra é de R$ 59,4 milhões, aplicados na recuperação de 28,7 quilômetros da malha urbana.
O trabalho será realizado nas avenidas Miguel Sutil, República do Líbano, Emanuel Pinheiro/MT-251, Hélio Ribeiro, Dr. Meirelles e Dante Martins de Oliveira, na capital, além da Alameda Júlio Müller em Várzea Grande.
Os trechos que serão recuperados apresentam problemas como trincas, base deteriorada, pavimento desgastado e excesso de remendos. O projeto prevê a fresagem do asfalto antigo, ou seja, a raspagem do material, e a aplicação de uma nova camada de asfalto, do tipo Concreto Betuminoso Usinado à Quente (CBUQ).
A licitação está marcada para o dia 7 de maio e será realizada por meio do Sistema de Aquisições Governamentais (Siag) da Seplag-MT. As informações sobre o projeto e o processo estão disponíveis no site da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT).
Avenida Miguel Sutil: A Avenida será recuperada em toda a sua extensão, desde a região da Ponte Nova até a sua chegada na Avenida Carmindo de Campos, em um total de 13,3 km.
Avenida República do Líbano: Também será recuperada em toda a sua extensão, desde a rodoviária de Cuiabá até a trincheira na rotatória da MT-010 com a MT-251. Serão 2,56 km.
Avenida Emanuel Pinheiro/MT-251: o trecho que será recuperado corresponde a 3,84 km do trecho urbano da rodovia, que começa na rotatória com a MT-010 e vai até a rotatória da Fundação Bradesco.
Avenida Hélio Ribeiro: Localizada na região do Centro Político, a recuperação abrange 1,9 km no trecho que começa no Posto Bom Clima, passa pela rotatória do Detran, pelo Parque das Águas, pela rotatória do Cenarium Rural e chega até a Avenida do CPA, ao lado do Tribunal Regional do Trabalho.
Avenida Dr. Meirelles: Uma das principais avenidas do Tijucal, o trecho recuperado tem 2,72 km de extensão, entre a rotatória do Complexo Viário do Tijucal e a rotatória com a Avenida das Torres.
Avenida dos Trabalhadores: será recuperado um quilômetro da avenida entre a Miguel Sutil e a Avenida das Torres.
Alameda Júlio Müller: Será recuperada uma extensão de 3,46 km entre a Avenida Dr. Paraná e a Ponte Sarita Baracat, no Parque do Lago. A recuperação será feita no trecho já asfaltado desta avenida.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.