MATO GROSSO

Governo leva produções mato-grossenses para a maior feira de artesanato na América Latina

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Com uma diversidade de técnicas, materiais e identidades culturais, o artesanato de Mato Grosso foi representado na 25ª edição da Feira Nacional de Negócios do Artesanato, a Fenearte, que ocorreu de 9 a 20 de julho, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda.

Esta é a maior feira de artesanato da América Latina e celebra, em 2025, um quarto de século de incentivo à economia criativa brasileira.

Ao todo, 78 artesãos mato-grossenses participaram direta ou indiretamente da feira, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), que coordena a seleção dos expositores e organiza a logística de participação.

A seleção foi realizada via edital público e contemplou artistas de sete municípios: Cuiabá, Várzea Grande, São José do Rio Claro, Chapada dos Guimarães, Paranatinga, Canarana e Gaúcha do Norte.

Vilma Ferreira, artesã de sementes e sustentabilidade de São José do Rio Claro, destaca a importância de estar presente na feira.

“Já são vários anos que eu participo da Fenearte, mas todo ano é uma experiência nova. É importante trazer o meu trabalho para ser mostrado tanto em Mato Grosso como aqui, né? Se não tivesse vindo nessa feira, meu trabalho não estaria reconhecido. Para mim, é maravilhoso”, disse.

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O estande de Mato Grosso reúne uma associação de artesãos e um grupo de produção indígena, com peças que refletem a riqueza cultural, a ancestralidade e a biodiversidade do estado. Os valores das obras variam entre R$10 e R$15 mil, com destaque para produtos confeccionados em cerâmica, fibras naturais, madeira, sementes, bordados e biojoias.

Nei Robson dos Santos, de Várzea Grande, produz peças artesanais com madeira. Expondo na Fenearte, ele mostrou satisfação com o desempenho do artesanato mato-grossense no evento.

“Eu descobri que aqui, além de terem um hábito de usar o artesanato como decoração para suas casas, o público é bem maior que na nossa cidade, é bem maior que em São Paulo e qualquer outra feira que a gente já passou. Nós temos mais reciprocidade dos clientes aqui e o faturamento foi maior. Estou me surpreendendo com o público nordestino, com o público pernambucano”, disse.

Loja do Artesanato de Mato Grosso

Com o objetivo de valorizar a cultura, a arte e os talentos locais, além de fomentar a geração de renda para os artesãos, a Sedec inaugurou a primeira Loja do Artesanato de Mato Grosso, no dia 05 de julho. O espaço está localizado no piso L2 do Shopping Estação Cuiabá e funcionará até setembro.

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A loja reúne cerca de 600 peças produzidas por 35 artesãos de 14 municípios mato-grossenses, com preços a partir de R$10. Entre os produtos disponíveis estão peças indígenas, mandalas, vasos, itens em couro e madeira, cerâmicas, tecelagem, entre outros artigos feitos à mão.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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