Policiais militares do 7º Batalhão prenderam, na noite desta quarta-feira (10.05), um homem, de 54 anos, por porte ilegal de arma de fogo e ameaçar a esposa, de 48 anos, de morte, na zona rural do município de Rosári Oeste. Na ação, foram apreendidos uma espingarda calibre 28 e três cartuchos intactos.
Por volta das 21 horas, os policiais foram acionados para se irem até a uma comunidade conhecida como Cedral, onde uma mulher estava sendo vítima de violência doméstica e sofrendo ameaças de morte por parte do marido.
Assim que a equipe chegou no local da ocorrência, a vítima relatou que o marido estava embriagado e portando uma espingarda, tipo revólver. A mulher contou ainda que constantemente sofre ameaças do marido toda vez que faz uso de bebidas alcóolicas.
O pai do suspeito, um idoso de 81 anos, contou que o filho já possui dois boletins de ocorrência pelos crimes de violência doméstica e ameaças contra a mulher. Após conversar com as vítimas, os policiais entraram na casa e encontraram o suspeito bastante exaltado em um dos cômodos do imóvel.
O homem proferiu diversas ameaças contra os militares. Em busca domiciliar, a equipe encontrou uma espingarda calibre 28, com três munições ainda intactas. O suspeito e material apreendido foram encaminhados à delegacia para registro do boletim de ocorrência e demais providências que o caso requer.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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