MATO GROSSO

Hospital Central prevê mais de 1,2 mil atendimentos voltados à saúde da mulher em março

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O Hospital Central de Alta Complexidade, unidade do Governo de Mato Grosso administrada pelo Hospital Israelita Albert Einstein, oferecerá mais de 1,2 mil atendimentos exclusivos para mulheres ao longo de março. A iniciativa reforça a importância do diagnóstico precoce para o tratamento adequado de doenças.

No mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher serão ofertadas consultas com ginecologistas e exames de ultrassonografia e ressonância magnética, inclusive em horário estendido, para oportunizar que um maior número de mulheres seja atendido.

A unidade, que opera 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com medicina de alta complexidade, fará 250 consultas ambulatoriais ginecológicas neste mês. Também foram abertas 430 vagas para exames de ultrassonografia ginecológica e outras 598 para ressonância magnética de mama, diagnósticos essenciais para detectar precocemente doenças como câncer de mama.

“O diagnóstico precoce e o acompanhamento clínico salvam vidas. A nossa prioridade, a partir deste mês, é garantir que as pacientes tenham acesso ágil a consultas e exames que são fundamentais para o cuidado com a saúde da mulher. Por isso, antecipamos alguns procedimentos para entregarmos o melhor cuidado possível”, destaca a diretora do Hospital Central, Alessandra Bokor.

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Os atendimentos na unidade começaram em 19 de janeiro e, desde então, o hospital amplia gradativamente a oferta de especialidades. A previsão é de que ainda no primeiro semestre o serviço atinja a capacidade plena de operação.

Os exames de imagem terão um cronograma específico durante o mês de março e serão realizados de segunda-feira a sábado. Nos dias úteis, o horário de atendimento será das 7h às 19h e, no sábado, das 7h às 13h. As pacientes serão encaminhadas pela Central Estadual de Regulação. A expansão dos horários de atendimento visa garantir mais conforto e agilidade às pacientes.

Gestão feminina

Cerca de 76% do quadro de colaboradores do Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso é composto por mulheres. Em relação ao corpo clínico, 53% são mulheres especialistas em diferentes áreas. Entre os gestores, as mulheres somam 56% dos cargos, com a diretoria geral sob a responsabilidade de Alessandra Bokor, enfermeira de formação.

Sobre o Einstein

O Einstein Hospital Israelita é considerado o 16º melhor hospital do mundo e 1º da América Latina segundo a última edição do ranking World’s Best Hospitais da revista Newsweek. Com sede em São Paulo, é uma organização filantrópica que leva, há 25 anos, a sua expertise em gestão hospitalar para o SUS. Atualmente, administra 35 unidades públicas, das quais nove são hospitais – um deles o Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso, em Cuiabá.

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Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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