MATO GROSSO

Hospital Estadual Santa Casa é referência em hemodiálise para crianças e adolescentes

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O Hospital Estadual Santa Casa, mantido pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) em Cuiabá, atende 26 pacientes regulares na clínica de hemodiálise da unidade. Atualmente, 19 são adultos e 7 são pediátricos.

Em 2023, a unidade realizou em média 404 sessões de diálise mensais, já em 2024 esse número subiu para 434. A unidade também presta atendimento intra-hospitalar a pacientes internados na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e na enfermaria.

A hemodiálise é feita através de uma máquina, que limpa e filtra o sangue eliminando resíduos prejudiciais à saúde, como o excesso de sal e líquidos. Além disso, o procedimento ajuda no controle da pressão arterial e a manter o equilíbrio de diversas substâncias.

A médica nefrologista da clínica que presta serviço para o Hospital Estadual, Silvania França, avalia a estrutura da unidade como de alto padrão.

“O Hospital Estadual Santa Casa é o único lugar no estado de Mato Grosso capaz de realizar o tratamento de hemodiálise crônica em crianças e adolescentes. Nós, equipe médica da unidade, temos muito orgulho da clínica porque os pacientes recebem um tratamento de altíssimo nível com tudo que eles necessitam, principalmente para crianças, proporcionando esperança e qualidade de vida”, destacou.

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O Hospital Estadual Santa Casa conta com uma área pediátrica, com capacidade para 6 máquinas, e para adultos com capacidade para até 16 máquinas. A unidade possui uma equipe médica multiprofissional composta por nefrologistas, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais.

A clínica ainda realiza a confecção de fístulas arteriovenosas (FAV) para os pacientes em tratamento contínuo, para proporcionar a possibilidade de múltiplas punções da veia.

O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, destacou o desempenho positivo do Hospital Estadual Santa Casa.

“A clínica de hemodiálise do Hospital Estadual se destaca como uma unidade essencial para o tratamento de pacientes com doença renal crônica, oferecendo assistência especializada e um ambiente moderno para garantir qualidade e segurança no atendimento, além do conforto do paciente”, destacou.

Já o diretor da unidade, Rodrigo Guimarães, comentou sobre a modernização e a melhoria no atendimento aos pacientes.

“Em 2024, conseguimos substituir as máquinas de hemodiálise por modelos mais modernos, foram 15 máquinas que oferecem tecnologia de hemodiafiltração (HDF), para proporcionar uma diálise mais eficiente e segura aos pacientes. A clínica também possui estrutura para o recebimento dos pacientes e acompanhantes promovendo o conforto a todos”, acrescentou.

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Retomada do transplante renal em MT

Mato Grosso registra cerca de 2 mil pacientes em tratamento nos serviços de hemodiálise do estado. A previsão da Central Estadual de Transplantes é de que 40% a 50% desse quantitativo tenha a indicação para o transplante renal.

Na última semana, houve a retomada dos transplantes renais em Mato Grosso, resultado de um investimento do Estado de mais de R$ 19 milhões por ano.

A ordem de serviço para a retomada dos transplantes renais em Mato Grosso foi emitida em setembro de 2024, após o Hospital São Mateus ser credenciado por meio do Chamamento Público nº 002/2024.

*Sob a supervisão de Ana Lazarini

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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