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Hospital Regional de Colíder fez 2.657 cirurgias em 2025

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O número de cirurgias realizadas no Hospital Regional de Colíder, administrado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), aumentou de 2.330, de janeiro a dezembro de 2024, para 2.657, de janeiro a dezembro de 2025, uma alta de 14%.

Em 2025, foram 579 partos cesarianos, 573 cirurgias de ortopedia e 552 cirurgias gerais, além de 485 de ginecologia/obstetrícia, 278 de vascular e 190 de urologia. A unidade fez ainda 175.574 exames e 26.745 consultas no ano passado.

“O Hospital Regional de Colíder encerrou o ano de 2025 com aumento na execução de cirurgias, o que é muito positivo para a população. A unidade fez 2.657 cirurgias, 327 a mais do que no ano anterior”, avaliou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo.

De acordo com o secretário adjunto de Gestão Hospitalar da SES, Oberdan Lira, os excelentes resultados foram possíveis devido aos investimentos do Governo de Mato Grosso na estrutura do hospital.

“Em 2025, finalizamos o prédio do novo pronto atendimento, com equipamentos e mobiliários modernos, entregamos um refeitório amplo para mais conforto da equipe e reformamos telhado, parte elétrica, hidráulica, esgoto e pintura. Além do investimento em infraestrutura, a unidade ainda recebeu 50 novos computadores”, afirmou.

O hospital conseguiu ampliar a oferta de atendimentos ambulatoriais, aumentar o número e os tipos de exames cardiológicos e implantar o novo serviço de cirurgias por vídeo: a principal delas é a colecistostomia (abertura na vesícula). A unidade promoveu mutirão de vasectomia em novembro, quando atendeu mais de 120 pacientes.

Segundo a diretora do Hospital Regional de Colíder, Grazielle Guimarães, a unidade conseguiu reduzir o tempo de espera para a realização de cirurgias eletivas.

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“O tempo que leva entre a data da primeira consulta dos pacientes e a realização da cirurgia diminuiu muito em 2025. O que demorava meses no passado, agora se resolve em semanas, com o usuário podendo voltar às suas atividades com a saúde em perfeitas condições e com muito mais qualidade de vida. Isso é motivo de orgulho para a gente”, contou.

A diretora destacou que foram feitos muitos treinamentos para a equipe chegar a este nível de excelência em diversas áreas, como de Combate à Infecção Hospitalar, Lavagem das Mãos, Brigadistas, Cirurgia Segura, Reanimação em Sala Vermelha e Segurança do Paciente.

“Para 2026, a expectativa é a conclusão da reforma do novo centro cirúrgico e da nova Central de Material e Esterilização (CME), além da contratação do serviço de neurocirurgia. Tudo isso para prestar um atendimento ainda melhor para a população da região de Colíder”, disse Grazielle.

A enfermeira Dielle Baraldi, 37 anos, que trabalha na emergência do hospital, precisou do atendimento dos colegas após sofrer um acidente na estrada, em fevereiro de 2025, e ficou muito satisfeita com os cuidados que recebeu.

Ela fraturou as duas pernas, sete costelas e a bacia, perfurou o pulmão direito e lesionou a coluna e acabou ficando mais de dois meses internada, sendo 37 dias em coma na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

“Fui super bem atendida. A minha mãe também ficou admirada em ver o desempenho dos médicos, dos enfermeiros, dos técnicos, desde a limpeza, pelo carinho e atenção ali no momento. Sobre o atendimento, dou nota mil”, disse.

Dielle continua sendo acompanhada pela equipe, com os retornos ambulatoriais, ortopedia, e também com sessões de terapia com psicóloga.

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“Minha recuperação, graças a Deus, está super bem. Estou com 10 meses de acidente e já estou andando com a muleta. Logo eu vou sair da muleta, porque eu estava antes com o andador. É enorme meu progresso. Ainda estou afastada do trabalho, mas, se Deus permitir, logo voltarei a fazer o que sempre fiz com muito amor: cuidar do próximo.”

Regional de Colíder abriu ambulatório de hansenologia

Em 2025, o Hospital Regional de Colíder implantou o Ambulatório de Hansenologia para dar suporte às equipes básicas de saúde dos municípios da região e melhorar o atendimento aos pacientes com hanseníase pelo Sistema Único de Saúde (SUS).


Esta é uma estratégia da gestão estadual para enfrentar a doença na região, devido à importância do diagnóstico precoce, do tratamento adequado e da prevenção de sequelas. A transmissão ocorre quando uma pessoa com hanseníase, que não faz o tratamento, elimina a bactéria no ar, por meio da fala, tosse ou espirro, infectando outras pessoas.

“O ambulatório tem auxiliado as prefeituras em relação às definições diagnósticas mais difíceis, reações hansênicas de controle complexo e de intolerância medicamentosa, suspeitas de insuficiência terapêutica após o tempo padrão de tratamento, suspeitas de recidivas e investigação de resistência antimicrobiana em hanseníase”, concluiu a diretora.

O ambulatório atende toda terça e quinta-feira, sendo três pacientes de manhã e três pacientes à tarde. Eles são encaminhados pela regulação do Escritório Regional de Saúde (ERS) de Colíder para serem tratados na unidade.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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