MATO GROSSO

Hospital Regional de Rondonópolis conquista certificação ouro por atendimentos de casos de AVC

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O Hospital Regional de Rondonópolis, unidade administrada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), implementou o protocolo de tratamento do AVC em 2024 e conquistou a classificação ouro no prêmio WSO Angels Awards, premiação internacional destinada aos hospitais que atingem métricas de qualidade no atendimento.

A unidade é a primeira do Sistema Único de Saúde (SUS) de Mato Grosso a conquistar essa certificação internacional.

De acordo com a Angels, uma iniciativa do grupo Boehringer Ingelheim, hospitais certificados como ouro demonstram excelência ao atingir metas essenciais, como tempo porta-agulha (tempo entre a chegada do paciente ao hospital e a administração do medicamento) abaixo de 60 minutos em pelo menos 50% dos casos, uso adequado da trombólise e adesão às diretrizes de profilaxia secundária na prevenção de recorrência de AVC.

O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, comemorou a classificação e destacou que o reconhecimento é fruto do bom desempenho do Hospital Regional de Rondonópolis.

“É muito bom poder ver o reconhecimento de boas práticas em um hospital 100% SUS de Mato Grosso, sobretudo quando se trata do AVC, uma das principais causas de morte e a principal causa de incapacidade no mundo. Além de ser motivo de orgulho para a nossa gestão, essa certificação é a validação do grande trabalho que vem sendo feito nos últimos seis anos, além do efetivo investimento na área da saúde”, disse.

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Globalmente, o AVC é responsável por causar 6,2 milhões de mortes por ano. A cada minuto sem tratamento, aproximadamente 1,9 milhão de neurônios são perdidos por paciente, de forma que a urgência no atendimento é crucial, visando reduzir a chance de sequelas graves e incapacitantes.

A diretora do Hospital Regional de Rondonópolis, Milena Polizel, enfatizou o trabalho por trás da certificação. “Nós conquistamos a classificação ouro pela eficiência do trabalho. Foi feito o treinamento com as equipes do hospital, desde a recepção até os médicos, para que fosse possível regular dentro do tempo resposta ideal. Afinal, para receber a medicação, o paciente precisa estar em tempo de janela com os primeiros sinais de sintomas”, explicou.

Já o secretário adjunto de Gestão Hospitalar da SES, Oberdan Lira, informou que o objetivo é aprimorar a atual performance e implementar esse mesmo protocolo nos demais hospitais do Estado, por meio do projeto MT sem AVC.

“Nosso objetivo é chegar à classificação diamante, que é de 20 minutos para o tempo janela. Para isso, é importante que todos os municípios da região estejam atentos aos sinais de AVC, de forma que o paciente chegue com menos de 4 horas até o hospital. Levaremos esse mesmo protocolo para todos hospitais regionais de gestão estadual, por meio do projeto MT sem AVC e o próximo a ser implementado será o Hospital de Cáceres”, concluiu.

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Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Polícia Civil cumpre 21 mandados contra grupo suspeito de golpes e lavagem de dinheiro

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6.5), a Operação Janus, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso estruturado para a prática de crimes de estelionato, integração a organização criminosa e lavagem de capitais.

Na operação, são cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e o bloqueio de contas bancárias de 21 suspeitos, além de ter sido decretada a indisponibilidade de valores até o limite de R$ 160 mil, com o fim de assegurar a recuperação dos ativos ilícitos e o ressarcimento dos prejuízos causados às vítimas.

As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá, com base em investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, que evidenciou a atuação coordenada e reiterada do grupo criminoso.

Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio do Leverger, além de cidades dos Estados de Minas Gerais e do Acre.

Modo de atuação

De acordo com as investigações, no mês de janeiro de 2024, duas vítimas foram alvos do denominado “golpe do terceiro intermediário”, modalidade de fraude caracterizada pela intermediação enganosa entre comprador e vendedor de veículo. Os golpistas simulam negociações legítimas para induzir as partes ao erro e obter vantagem ilícita.

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No curso das diligências, foi possível identificar o principal articulador do esquema criminoso, responsável pela criação de perfis falsos em redes sociais e pela coordenação das transações fraudulentas.

Os demais investigados atuavam como titulares de contas bancárias utilizadas para o recebimento dos valores ilícitos, ou como operadores na cadeia de lavagem de capitais. Ao todo, apurou-se a movimentação de aproximadamente R$ 160 mil, quantia subtraída das vítimas.

Lavagem de dinheiro

As investigações também revelaram que o grupo operava uma estrutura sofisticada de lavagem de dinheiro, utilizando múltiplas contas bancárias distribuídas em diversos estados do país, incluindo Mato Grosso, Minas Gerais, Acre, Rondônia e Rio de Janeiro.

Os valores eram submetidos a um processo de triangulação financeira, por meio de transferências sequenciais e fracionadas, com o objetivo de dificultar o rastreamento e a identificação da origem ilícita dos recursos.

O delegado Bruno Palmiro, responsável pelas investigações, destaca que a Operação Janus representa mais uma ação estratégica no enfrentamento qualificado aos crimes patrimoniais e financeiros.

“Especialmente aqueles praticados por meio de fraudes eletrônicas e estruturas organizadas, reafirmando o compromisso da Polícia Civil com a repressão à criminalidade complexa e a proteção do patrimônio da sociedade”, disse o delegado.

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Operação Janus

O nome da operação, “Janus”, faz referência a Jano, tradicionalmente representado com duas faces, e remete ao modus operandi do golpe do terceiro intermediário, no qual o fraudador se apresenta de forma distinta para cada uma das vítimas, conseguindo enganar tanto o vendedor quanto o comprador do veículo, manipulando informações e conduzindo a negociação de maneira fraudulenta.

Fonte: Governo MT – MT

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