MATO GROSSO

Hospital Regional de Sorriso promove encontro para incentivar o aleitamento materno

Publicado em

O Hospital Regional de Sorriso realizou, nesta quarta-feira (14.08), um encontro para promover o aleitamento materno, reunindo cerca de 46 participantes, entre gestantes, puérperas, acompanhantes, além de profissionais de saúde.

A ação faz parte da programação do Agosto Dourado, mês dedicado à conscientização sobre a amamentação, e é organizada pelo Núcleo de Educação Permanente da unidade. Os participantes tiveram a oportunidade de assistir a palestras, participar de rodas de conversa e esclarecer dúvidas com profissionais da enfermagem e nutrição, além de uma advogada.

Durante o mês, o Hospital Regional tem promovido uma série de atividades, incluindo rodas de conversa, aulas sobre técnicas para lidar com engasgos, cuidados com o umbigo e orientações sobre amamentação para recém-nascidos.

Além disso, as refeições entregues às gestantes e puérperas internadas na maternidade e Unidade Intensiva Neonatal receberam materiais informativos sobre alimentação e amamentação.

Para a gestante Karina Sanches, o evento foi uma oportunidade para esclarecer dúvidas e entender a importância da amamentação. “Foram abordadas informações importantes, eu mesma que já sou mãe deixei de amamentar antes por falta de instrução e conhecimento, mesmo sendo da área da saúde. Posso dizer que aprendi muito, muito mesmo, tenho certeza que o compartilhamento de hoje fará uma enorme diferença no meu pós-parto, principalmente na fase de amamentação”, avaliou.

Leia Também:  Governador entrega 1° trecho e assina ordem de serviço para duplicar mais 88 km da BR-163

A enfermeira e fotógrafa, Pauline Turatti, participou da ação por meio de seu projeto “Memórias do Nascer”, que tem o objetivo de registrar o vínculo entre mães e filhos.

“Iniciar o meu projeto social de fotografia de parto no Hospital Regional de Sorriso durante a campanha Agosto Dourado foi uma experiência bem significativa, que me permitiu estar ainda mais conectada com o propósito de valorizar e eternizar os primeiros momentos da vida e o vínculo único entre mãe e filho. Foi um momento cheio de histórias e troca de experiências”, contou.

Ao longo do mês, diversas atividades estão sendo realizadas por todo o Estado de Mato Grosso com o objetivo de promover e estimular a amamentação. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde, a amamentação é recomendada por dois anos ou mais e, de forma exclusiva, até os 6 meses.

Agosto Dourado em Mato Grosso

Para celebrar o Agosto Dourado, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), por meio da Coordenadoria de Promoção e Humanização da Saúde, oferta a Agenda Única, um espaço virtual para organizar as atividades em diversas cidades de Mato Grosso.

Leia Também:  Sema oferece Curso de Brigada de Incêndio e Primeiros Socorros para os servidores

Até o dia 31 de agosto, a Agenda Única estará aberta para receber inscrições de novas ações. Todas as cidades que informaram a organização de eventos podem ser acessadas pelo mapa interativo.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

Published

on

Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Leia Também:  Governo e CDL assinam termo de adesão para instalação de câmeras do Vigia Mais MT em Cuiabá

Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

Leia Também:  Cine Teatro recebe evento com capacitações de audiovisual, exibição de filmes e debates a partir desta sexta-feira (22)

Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA