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Indea alerta piscicultores a comunicarem ocorrências de mortandade de peixes

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Segundo maior produtor de peixes nativos do país, Mato Grosso ainda sofre com a falta de notificação dos psicultores a respeito de ocorrências de doenças que levam à morte dos animais, como a francisella (bactéria) e o iridovírus. 

O médico veterinário Wilken Aparecido de Carvalho Lima ressalta que a comunicação dos casos é necessária para um melhor controle sanitário da piscicultura do Estado, que também é o 6º maior produtor de pescados, com destaque na produção de tambaqui, surubim, pacu e piau. 

Para melhorar o diagnóstico e controle de doenças dos peixes de cultivo, o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) promoveu, no mês de setembro, um treinamento de sanidade de peixes de cultivo em parceria com Núcleo de Estudo em Pescado (NEPES) da Universidade Federal de Mato Grosso. 

Ao todo foram capacitados 20 médicos veterinários da autarquia para atendimento adequado das mortalidades de peixes que possam ocorrer no Estado. 

Essa foi a primeira capacitação com foco na piscicultura em Mato Grosso. O treinamento tratou das doenças que mais aparecem em peixes, doenças emergentes na piscicultura, coleta de amostras para diagnóstico, entre outros assuntos.

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“O objetivo principal é oferecer à cadeia produtiva de pescado respostas às mortalidades de peixes, bem como promover a rápida identificação do agente causador, permitindo rápido controle e, assim, reduzir prejuízos dos produtores”, explicou Wilken.

Fonte: GOV MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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