MATO GROSSO

Índice de inquéritos resolvidos em MT é mais que o dobro da média nacional

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As forças de segurança de Mato Grosso resolveram 80% dos casos de homicídios dolosos cometidos em 2023 no Estado. O índice é mais que o dobro da média nacional, que foi de 35% no ano passado, de acordo com relatório do Observatório da Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp), que tem como base dados da Polícia Civil e da Polícia Militar.

Entre janeiro e dezembro do ano passado, 1.003 inquéritos para apurar esse tipo de crime foram concluídos e encaminhados ao Poder Judiciário, dos quais 800 tiveram a autoria identificada.

“O governador Mauro Mendes determinou que a Segurança Pública atue com tolerância zero contra os crimes e os criminosos, e o Governo de Mato Grosso tem investido pesado em tecnologia, câmeras de segurança, armamentos de ponta e pessoal, aumentando o quadro das polícias”, afirmou o secretário de Segurança Pública do Estado, César Roveri.

O relatório também traz dados do primeiro quadrimestre deste ano, mostrando que 74% dos 355 inquéritos policiais instaurados para apurar homicídios dolosos – aquele em que o autor tem a intenção de matar ou assume o risco de causar a morte de outra pessoa – foram concluídos com a identificação do autor.

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Casos de grande repercussão resolvidos

Um desses crimes solucionados foi o quádruplo feminicídio em Sorriso, que vitimou uma mãe e três filhas em novembro de 2023. A Polícia Civil prendeu o autor no mesmo dia do crime. Ele trabalhava em uma obra próximo à casa das vítimas.

Outro caso destacado foi a prisão do ex-policial militar Almir Monteiro pelo assassinato da advogada Cristiane Castrillon, em agosto de 2023, em Cuiabá. Monteiro tentou apagar as evidências do crime, mantendo o corpo da vítima em seu apartamento por seis horas, mas foi preso horas depois que o corpo foi encontrado no carro dela, no Parque das Águas. A prisão ocorreu após imagens de segurança mostrarem o carro de Cristiane saindo da casa do suspeito, com ele na direção.

Entre outros casos mencionados no relatório está a detenção de três pessoas pelas mortes de três motoristas de aplicativo em abril deste ano, em Cuiabá e Várzea Grande. Nessa investigação complexa, a polícia analisou imagens de câmeras de segurança e identificou um dos autores próximo ao local onde foi encontrado o veículo de uma das vítimas.

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Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius

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Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.

De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.

A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.

Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.

Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.

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Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.

A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos. 

Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.

Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.

A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.

“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.

Relatos sobre outras mulheres

Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.

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Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que  uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.

A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.

Medo e pedido de Justiça

A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.

Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.

Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!

Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0

Fonte: Denuncia

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