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Inscrições para o MBA em Formação de Lideranças Femininas seguem até dia 9

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Estão abertas as inscrições para o primeiro MBA ofertado pela Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). O MBA em Formação de Lideranças Femininas é parte do Programa Institucional de Qualificação Funcional da Unemat, ofertado na modalidade semipresencial, com aulas on-line e presenciais.

Para concorrer às vagas é necessário possuir diploma de graduação em qualquer área do conhecimento, ser servidora efetiva da Unemat ou profissional em atuação na Faespe e não ter sofrido punições ou processos administrativos nos últimos três anos.

O curso de pós-graduação lato sensu, com duração de 12 meses, é voltado a servidoras efetivas em exercício de todos os câmpus e da administração central da Unemat, além de colaboradoras da Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual (Faespe).

Com início em 2 de dezembro, em Cuiabá, o MBA terá 360 horas-aula. Os três encontros presenciais, previstos ao longo do curso, serão realizados sempre em Cuiabá. As 50 vagas ofertadas estão distribuídas entre câmpus da Unemat, sede administrativa e Faespe.

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Promovido pelas pró-reitorias de Administração (PRAD) e Pesquisa e Pós-Graduação (PRPPG) da Unemat, em parceria com a Faespe, o MBA não terá custo para as participantes.

De acordo com a reitora da Unemat, Vera Maquêa, o curso busca fortalecer o protagonismo feminino e promover políticas de paridade de gênero na administração pública. “Embora tenhamos 111 mulheres em cargos de chefia, esse número corresponde a apenas 36,4% das funções de liderança. O MBA é um movimento inicial, e acredito que o próximo passo seja garantir 50% desses cargos para mulheres, assegurando igualdade de direitos e justiça”, destacou a reitora.

“Servidoras da Unemat e colaboradoras da Faespe estão à frente de várias ações institucionais e a qualificação no desenvolvimento profissional e pessoal é extremamente importante, reforçando a relação entre as duas instituições. Vejo como muito relevante os investimentos em políticas de formação e principalmente pela proposta que agora se inicia”, afirmou o Pró-reitor de Administração, Valter Danzer.

A proposta objetiva formar e qualificar lideranças femininas na gestão pública e institucional, com foco em temas como: Liderança e gestão de equipes; Políticas públicas e planejamento estratégico; Autoconhecimento e comunicação; Defesa pessoal e imagem pública; e Governança pública e orçamento.

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Inscrições

As inscrições seguem até 9 de novembro e estão disponíveis exclusivamente pelo Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas da Unemat (Sigaa/Unemat). A seleção envolve duas etapas: Inscrição on-line (eliminatória) e Avaliação de Barema (classificatória, conforme pontuação comprovada por documentos). O período de matrícula será de 19 a 24 de novembro.

Acesse o edital aqui

E-mail para dúvidas: [email protected] aos cuidados da coordenadora Danielle Tavares.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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