MATO GROSSO

Intermat inicia modernização do sistema para extinguir processos físicos

Publicado em

Os processos físicos estão com os dias contados no Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), órgáo responsável pela regularização fundiária em todo o estado, a partir da implantação de um sistema célere e eficiente. Desde 2019, o Intermat passa por uma reestruturação e agora está preparado para essa nova fase de migração completa para o digital.

Essa mudança vai trazer a agilidade no andamento das demandas, que nos últimos anos já começaram a caminhar com maior fluidez. “Tinha gente que esperava até sete anos para receber o título da propriedade. Conseguimos reduzir esse tempo e hoje é possível finalizar esse processo em questão de meses”, destaca o presidente do Intermat, Francisco Serafim.

Chefe da Unidade de Programas Especiais do Intermat, Benedito Nery Guarim Strobel afirma que, atualmente, a instituição trabalha com duas frentes: o Programa Terra a Limpo, em parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), sob a coordenação da Casa Civil, e melhoria no atendimento à população e fortalecimento da regularização fundiária.

“A primeira fase foi investir na infraestrutura do Intermat, onde foram aplicados cerca de R$ 7 milhões nos últimos quatro anos, para então adotar sistemas tecnológicos que possibilitam aos cidadãos que sejam atendidos sem ter que se deslocar até a sede do Instituto e ganharmos agilidade nos processos”, explica. A previsão é que todos os processos estejam digitalizados até 2024.

Leia Também:  Polícia Civil prende homem por importunação sexual em ônibus coletivo em Cuiabá

Há 11 anos, quando Bruna Cecconello, que hoje é diretora de Cartografia e Acervo Fundiário do Intermat, começou a trabalhar no órgão, a realidade era completamente diferente.

“Os nossos mapas, nossas bases, eram todas em papel vegetal e a gente trabalhava com mesas de luz para imprimir os mapas e fazer a análise. Hoje a chegada de toda essa tecnologia é uma alegria muito grande. Avançou muito em pouco tempo. E, quando não tiver mais papel, vai ser mais fácil e rápido analisar as informações”, lembra.

O sistema que vai ser desenvolvido pela Empresa Mato-grossense de Tecnologia (MTI), com o apoio da Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão (Seplag). Está sendo montada uma estrutura de integração entre os órgãos estaduais, sob a coordenação do  secretário adjunto de Planejamento e Gestão de Políticas Públicas, Sandro Brandão. 

O presidente interino da MTI, Cleberson Gomes, enfatiza que a modernização garante a eficiência no sistema, gerando indicadores das atividades, o que está alinhado com o planejamento estratégico da gestão Mauro Mendes. “Não tem como obter esses indicadores sem fazer uso de tecnologia”, pontua.

Leia Também:  Sine inicia a semana com a oferta de mais de 160 vagas

Programa Terra a Limpo

O programa foi criado em 2018 com o objetivo de aprimorar a gestão e destinação de terras para a regularização fundiária; fortalecer as ações de titulação dos imóveis rurais, com redução de custos para os beneficiários; melhorar as condições de trabalho no Intermat e Incra, elevando a produtividade e valorização do quadro de pessoal; implantar soluções e serviços para melhorar o atendimento e acesso à informação pelo cidadão, com o uso de novas tecnologias e contribuir com as políticas ambientais, desenvolvimento regional, segurança pública e qualidade de vida dos produtores beneficiados.

O programa prevê ações em 88 municípios da Amazônia e entorno, envolvendo glebas e assentamentos estadual e federal, entre elas o georreferenciamento gratuito aos produtores rurais que se enquadram no Código de Terras de Mato Grosso, o qual define o perímetro da área para que ela seja registrada e tenha o título definitivo, sem custo.

Fonte: GOV MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

Published

on

Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Leia Também:  Reforma da praça central e obras em ruas de Chapada dos Guimarães seguem cronograma

Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

Leia Também:  Corpo de Bombeiros promove workshop inédito sobre emergências com veículos elétricos em Cuiabá

Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA