O município de São José do Rio Claro (a 300 km de Cuiabá) recebeu mais de R$ 360,4 milhões em investimentos do Governo de Mato Grosso nos últimos sete anos. Recursos que fortalecem a infraestrutura, educação, saúde e assistência social no município e impulsionam o desenvolvimento da cidade.
Entre os principais investimentos de infraestrutura está o asfaltamento de 81 quilômetros da MT-492/249, no trecho entre São José do Rio Claro e Nova Maringá. O município também recebeu cinco pontes de concreto sobre os rios Arinos, Arinos I, Alegre I e Alegre II, nas rodovias MT-010, MT-235, MT-492 e MT-249, além da restauração de 137 quilômetros da MT-249.
Na saúde, o Estado comprou e repassou recursos para ambulâncias.
O município também recebeu importantes investimentos para melhorar a infraestrutura escolar e garantir a segurança dos alunos durante o transporte, com a entrega de seis ônibus escolares. As Escolas Estaduais Dr. Anísio José Moreira, Santana D’Água Limpa, Domingos Briante e São José do Rio Claro também passaram por modernização e receberam chromebooks e smart tvs.
Na assistência social, foram distribuídas 5.900 cestas de alimentos pelo programa SER Família Solidário e 1.994 cobertores pelo programa SER Família Aconchego, em apoio direto às famílias em situação de vulnerabilidade.
O município e associações de produtores ainda receberam veículos e máquinas para reforçar os serviços e a produção local.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (28.4), a segunda fase da Operação Western, com o objetivo de desarticular a cadeia de fornecimento e o fluxo financeiro de um grupo criminoso voltado ao tráfico de drogas em Cuiabá, Várzea Grande e Pontes e Lacerda.
Na operação, são cumpridas sete ordens judiciais, sendo três mandados de busca e apreensão e quatro ordens judiciais de bloqueio de contas bancárias, com limite de até R$ 50 mil por conta, visando atingir o patrimônio obtido com a comercialização de drogas.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) e são todas cumpridas na capital.
A ação é desdobramento direto da primeira fase da operação, realizada em junho de 2025, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão que resultaram na prisão em flagrante de dois investigados e na apreensão de entorpecentes, dinheiro e materiais utilizados na atividade ilícita.
As investigações apontaram a continuidade da atividade criminosa, mesmo após as prisões realizadas na primeira fase, revelando a existência de uma estrutura organizada, com divisão de funções entre os integrantes, incluindo fornecedores, intermediadores e operadores financeiros.
Entre os alvos identificados está o fornecedor responsável por abastecer o grupo com diferentes tipos de entorpecentes, além de outras pessoas utilizadas para movimentação de valores por meio de transferências bancárias, especialmente via Pix, com o objetivo de ocultar a origem ilícita dos recursos.
De acordo o delegado responsável pelas investigações, André Rigonato, o grupo atuava de forma coordenada, na modalidade rateio de drogas. Primeiro faziam a aquisição e o fracionamento, depois a distribuição das drogas, evidenciando a prática dos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
“A segunda fase da Operação Western tem como foco o aprofundamento das investigações, a coleta de novas provas e a descapitalização do grupo criminoso, por meio do bloqueio de ativos financeiros. As investigações seguem em andamento e novas medidas poderão ser adotadas com base na análise do material apreendido”, explicou o delegado.
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero Contra as Facções Criminosas, do Governo de Mato Grosso.
Renorcrim
As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e sua Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.
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