MATO GROSSO

Justiça Eleitoral leva programa a escola no Pedra 90 e incentiva jovens a tirar o primeiro título

Publicado em

A Escola Estadual Cívico-Militar “Malik Didier Namer Zahafi”, localizada no bairro Pedra 90 (a 30 km do centro de Cuiabá), transformou-se nesta semana em um braço da Justiça Eleitoral no Estado. O projeto “Voto Consciente” levou à unidade servidores, equipamentos e toda a estrutura necessária para que os jovens realizassem o alistamento eleitoral e o cadastramento biométrico para a emissão do título de eleitor. Embora o voto para menores de 18 anos seja facultativo, o programa incentiva o exercício da cidadania, colocando a juventude como protagonista na escolha de seus representantes no Executivo e no Legislativo, nas esferas municipal, estadual e federal.

“A importância do programa ‘Voto Consciente’ é levar aos jovens a informação de que a participação deles no processo democrático e na política interfere diretamente em seu dia a dia — no transporte, na saúde e na qualidade do ensino. O programa estimula a consciência cidadã e incentiva o alistamento eleitoral a partir dos 15 anos, desde que completem 16 anos até a data da eleição”, destacou o juiz-membro do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), Welder Queiroz dos Santos, diretor da Escola Judiciária Eleitoral (EJE), setor responsável pela execução do projeto.

Quem aproveitou a oportunidade foi a estudante Amanda Nataly de Almeida Brito, de 16 anos, do 2º ano. Inspirada pela chance de exercer a cidadania por meio do voto, exibiu orgulhosa seu título de eleitor. “Meu irmão mais velho também tirou o título aos 16 anos. Lá em casa, minha mãe me incentivou. Acho que é uma forma de buscarmos mudanças em nossas vidas, escolhendo representantes que trabalhem por nós. Aproveitei e já baixei o aplicativo e-Título para facilitar o acesso ao documento pelo celular”, contou.

Outro que não desperdiçou a oportunidade foi Nícolas Mapelli dos Santos, de 15 anos, aluno do 1º ano. “Fiz por causa da facilidade que o projeto trouxe. Será a primeira vez que vou votar, e isso é importante. Traz uma certa responsabilidade, porque passamos a ser eleitores, pessoas que escolhem o futuro. É um voto de confiança na nossa capacidade”, afirmou.

Leia Também:  Corpo de Bombeiros de MT orienta sobre compra segura de brinquedos para crianças no Natal

A servidora do cartório eleitoral Jaqueline Almeida atuou na linha de frente do alistamento para emissão do primeiro título na escola. Ela explica que o processo é rápido e seguro. Começa com a apresentação do RG e do comprovante de residência, seguido pelo preenchimento do cadastro do jovem, coleta de assinatura, biometria e, por fim, a foto. “O aluno já sai daqui com o título impresso e, com o app do e-Título instalado, pode baixar a versão digital do documento”, informou.

Diagnóstico

Um levantamento feito por uma ex-aluna da escola apontou que cerca de 800 estudantes eram potenciais eleitores, mas ainda não possuíam título. A partir desse diagnóstico surgiu a oportunidade para que muitos pudessem exercer, de fato e de direito, o voto.

Vitória Oliveira, estudante de Gestão Pública no campus Várzea Grande do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), desenvolveu a pesquisa como parte do seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), com o tema: “Adolescência, Cidadania Digital e o Voto Eletrônico: Uma análise do primeiro contato com as urnas”.

“Esse trabalho visa mostrar a importância do primeiro voto. Com a aplicação de cerca de 500 questionários preenchidos manualmente pelos alunos, percebi pelas respostas que muitos não entendiam a relevância de sua participação na política. Fico feliz em contribuir com esse resultado e com o trabalho que o TRE-MT realiza. É uma forma de mostrar a esses jovens que eles são importantes, sim. E que o voto, além de um direito, é a confirmação da nossa importância como cidadãos”, avaliou.

A professora de História Maria Regina Moura de Carvalho reforça que o título de eleitor pode ser um instrumento de conscientização política entre os jovens. “Trabalhamos em sala o conteúdo político e o quanto ele impacta nossas vidas. Para muitos alunos, a culpa é sempre do outro. Mas, quando você tira seu título, passa a ter o direito ao voto — e esse voto é uma responsabilidade. Se alguém eleito não promove mudanças, é porque faltou representatividade. E o voto é uma forma de buscar essa representatividade”, sublinhou.

Leia Também:  Vigia Mais MT auxilia na recuperação de caminhonete Ford F1000 e na prisão de suspeito em Querência

A diretora da escola, Márcia Correia Alves, avalia que o programa “Voto Consciente” reflete uma parceria importante da Justiça Eleitoral com a comunidade escolar. “Estamos em uma escola distante do centro de Cuiabá. Essa parceria é fundamental para que o aluno exerça seu papel de cidadão, escolhendo seus representantes. É uma forma de estimular o jovem a ter responsabilidade com o futuro da sua cidade, do seu Estado e do seu país”, afirmou.

O bairro Pedra 90 integra a 55ª Zona Eleitoral. As atividades do projeto tiveram início na terça-feira (24), com palestras educativas, e seguen até esta sexta-feira (27). As palestras foram voltadas para estudantes do 2º e 3º anos do Ensino Médio e do 9º ano do Ensino Fundamental II. O palestrante foi o servidor do TRE-MT, Carlos Henrique Cândido. A expectativa é de que cerca de mil estudantes sejam atendidos pelo Cartório Eleitoral.

Qualquer escola, pública ou privada, pode solicitar ao TRE-MT que o programa “Voto Consciente” leve serviços e informações aos alunos a partir dos 15 anos. Basta enviar um e-mail para [email protected], que a Escola Judiciária Eleitoral (EJE) analisará e responderá à solicitação.

Jornalista: Anderson Pinho

#PraTodosVerem: A imagem mostra uma sala de aula adaptada para atendimento da Justiça Eleitoral, onde estudantes são atendidos por servidores em mesas com computadores, câmeras e equipamentos de iluminação para o cadastramento biométrico. No destaque superior direito, um grupo posa para foto com um jovem segurando um comprovante, ao lado do juiz-membro e diretor da EJE/TRE-MT, acompanhado de outras mulheres sorridentes. No destaque inferior direito, outro ângulo mostra o atendimento sendo realizado, com foco em uma atendente e um estudante.

Fonte: TRE – MT

Advertisement

MATO GROSSO

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

Published

on

Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

Leia Também:  Sema promove capacitação sobre gestão ambiental em Cáceres

Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

Leia Também:  Vigia Mais MT tem 126 municípios habilitados e 11.360 câmeras de monitoramento entregues

Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA