O Laboratório Central de Saúde Pública do Estado de Mato Grosso (Lacen-MT), unidade vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), marcou presença na 60ª edição do Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (Medtrop 2025), realizado em João Pessoa (PB).
O encontro é reconhecido como o principal evento científico da América Latina dedicado ao estudo das doenças tropicais, reunindo pesquisadores, profissionais de saúde, estudantes, gestores e autoridades nacionais e internacionais.
Neste ano, o congresso trouxe como tema central “Mudanças Climáticas e Impactos nas Doenças Tropicais”, chamando atenção para a relação direta entre alterações ambientais, circulação de vetores e o avanço de enfermidades emergentes e reemergentes. A programação contou com mesas-redondas, conferências, workshops, fóruns temáticos e aproximadamente 2 mil apresentações científicas, fortalecendo a integração entre pesquisa, vigilância e políticas de saúde.
O Lacen de Mato Grosso obteve 12 trabalhos científicos aprovados, abrangendo diferentes frentes da vigilância laboratorial. Entre os temas apresentados, destacam-se: Sazonalidade Climática e Vigilância Laboratorial de Vírus Respiratório; Vigilância Laboratorial para MPOX; Transformação Digital na Vigilância Laboratorial; Perfil Sorológico da Chikungunya em Mato Grosso (2023–2025); Rastreamento do câncer do colo do útero no Estado nos últimos 10 anos e Diagnóstico de Tuberculose Renal em Paciente com Sintomas Atípicos.
A diversidade temática demonstra o papel estratégico do laboratório em realizar vigilância laboratorial e resposta rápida às emergências de saúde pública.
De acordo com a diretora do Lacen-MT, Elaine Cristina de Oliveira, a participação do laboratório no MEDTROP fortalece a capacidade científica e estratégica da unidade.
“Participar do Medtrop é consolidar o compromisso de Mato Grosso com a ciência aplicada ao SUS. Quando apresentamos nossos resultados, estamos mostrando que a vigilância laboratorial não é apenas um setor técnico, mas um instrumento que norteia as tomadas de decisões, orienta a construção de políticas públicas. Esse diálogo nacional e internacional nos fortalece e reflete diretamente na qualidade dos serviços ofertados à população.”
Ao reunir especialistas de diferentes áreas do conhecimento, o Medtrop possibilita a atualização técnica, o compartilhamento de experiências e a construção de estratégias colaborativas para enfrentar situações de surtos, epidemias e cenários epidemiológicos complexos.
O Governo de Mato Grosso assinou, nesta segunda-feira (25.5), um termo para ampliar o repasse destinado à Santa Casa de Rondonópolis e fortalecer a assistência hospitalar de alta complexidade para toda a Região Sul do Estado.
Com investimento de R$ 22,3 milhões por mês, a iniciativa permitirá ampliar em mais de 75% a capacidade de atendimentos de média e alta complexidade da unidade hospitalar. Do valor total investido mensalmente, R$ 16,4 milhões serão destinados pelo Governo de Mato Grosso, R$ 5,5 milhões pelo Governo Federal e R$ 305,7 mil pela Prefeitura de Rondonópolis.
A expectativa é de que a Santa Casa realize aproximadamente 300 mil procedimentos hospitalares por ano, ampliando o acesso da população aos serviços especializados e fortalecendo a regionalização da saúde pública em Mato Grosso.
“Com o que nós vamos passar para o hospital da Santa Casa, daria para construir um novo hospital todo ano. Só que as pessoas que estão doentes agora, elas não aguentam esperar a construção do novo hospital. Elas não aguentam. Então, o que nós estamos fazendo aqui hoje, na prática, nós estamos abrindo um novo hospital regional em Rondonópolis.”, destacou o governador Otaviano Pivetta durante a solenidade.
Segundo o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Juliano Melo, a ampliação do investimento representa um avanço importante para a assistência hospitalar da região e para a oferta de serviços de média e alta complexidade aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
“Foi elaborado um contrato de parceria, baseado em tudo que a Santa Casa tem capacidade de produzir e fornecer, para melhorar o atendimento à população. Em termos de meta e valor fincaneiro, essa nova proposta é três vezes maior do que o valor que até então era contratualizado para a unidade. Isso quer dizer que não é só pagando mais pelo que hospital faz, mas trazendo quantitativos pelos serviços novos e estruturação que possa suprir a necessidade da população”, destacou.
O diretor presidente da Santa Casa de Rondonópolis, Jaques Paul Gervais Polet, elogiou a iniciativa do Governo de Mato Grosso.
“Com a decisão de elevar o custeio da Santa Casa do Sul de Mato Grosso, o Governo do Estado, na figura do Otaviano Pivetta, não está somente preocupado com a saúde, mas com o desenvolvimento econômico e social da nossa região. Ninguém consegue felicidade na doença. Ninguém consegue desenvolvimento pessoal e profissional sendo enfermo. As repercussões desse novo posicionamento das autoridades terão, sem dúvidas, melhoria profunda dentro das nossas comunidades. A Santa Casa está à altura desse novo desafio. Mãos à obra”, avaliou.
Já o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, elogiou a postura do Governo de Mato Grosso. “O Governo do Estado está entrando, está sendo parceiro, está tomando a decisão certa, uma decisão baseada na economicidade, na eficiência. Eu quero aqui parabenizar o governador em nome do povo de Rondonópolis, em nome do povo da região Sudeste, eu quero agradecer. E vamos juntos para melhorar a qualidade da população”
Também estiveram presentes os deputados federais José Medeiros e Fábio Garcia, os deputados estaduais Nininho e Sebastião Rezende, o secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo de Oliveria, a primeira-dama de Rondonópolis, Alessandra Ferreira, o secretário Municipal de Saúde, Micael Vitorino, além do ex-secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo. Ainda compuseram o dispositivo secretárias adjuntas da SES, diretores do corpo administrativo da Santa Casa de Rondonópolis, prefeitos e vereadores da Região Sul.
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