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Laudo das provas práticas de direção passam a ser feitos de forma digital pelo Detran-MT

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O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT) trabalha na transição dos laudos físicos das provas práticas de direção no Estado para o digital. O objetivo é dar celeridade e mais segurança dos documentos para a emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Para implantar a tecnologia do laudo digital, o Detran adquiriu 200 tablets. O projeto piloto começou em agosto de 2024, com o uso dos equipamentos na aplicação dos exames práticos na sede do órgão, em Cuiabá. Em seguida, o uso da tecnologia foi ampliado para 21 unidades da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretrans) no interior do Estado.

Atualmente, outras 11 unidades do Detran em Mato Grosso já estão em fase de implantação do sistema. A autarquia realiza, em média, 650 exames práticos de direção todos os dias no Estado. O teste prático é a última etapa para conseguir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

“O uso da tecnologia é uma prioridade na atual gestão como forma de dar agilidade, segurança e transparência nos procedimentos e etapas da formação de condutor em Mato Grosso”, enfatiza o presidente da Autarquia, Gustavo Vasconcelos.

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O diretor de Habilitação e Veículos do Detran, Alessandro de Andrade, explica que o sistema de laudo digital traz os mesmos dados de um laudo físico em que o examinador anota as faltas cometidas.

“A diferença é que o próprio sistema realiza a soma e, no caso de reprovação na etapa de baliza, por exemplo, o sistema informa o resultado e impede que outro examinador na etapa de percurso avalie o candidato já reprovado, otimizando tempo e recurso público”, diz.

O presidente do Detran acredita que a celeridade do lançamento dos resultados poderá proporcionar, em um futuro próximo, que o candidato realize o seu exame prático pela manhã e já esteja habilitado no período da tarde.

Para dar agilidade na aplicação das provas, desde o início da atual gestão, servidores da autarquia são capacitados periodicamente pela Escola Pública de Trânsito no Curso de Formação de Examinador de Trânsito.

Avanços na Habilitação em MT

A modernização das etapas para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação em Mato Grosso foi um importante avanço alcançado pelo Detran nos últimos seis anos da atual gestão.

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Além da implantação do laudo digital na prova prática de direção, o Detran também monitora as aulas teóricas ministradas nas autoescolas por meio do reconhecimento facial e biometria do candidato e instrutor.

Também foram implantadas a prova teórica digital e em Libras em todas as unidades do Detran e agências municipais, totalizando 70 municípios, o que otimiza tempo e recurso público com a impressão de provas manuais.

Para as aulas práticas de direção, o Detran implantou o sistema de telemetria, que permite o monitoramento utilizando a validação por foto e biometria do instrutor e candidato, além de localizadores de GPS instalados nos veículos das autoescolas para constatar o percurso realizado pelo aluno.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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