MATO GROSSO

Mais de 40 pessoas são presas por embriaguez ao volante no interior de MT

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Quarenta e sete pessoas foram presas em flagrante por embriaguez ao volante em operações da Lei Seca realizadas, neste final de semana, nos municípios de Tangará da Serra, Alta Floresta, Sinop, Sorriso e Barra do Garças, em Mato Grosso. O relatório da fiscalização integrada, concluído nesta segunda-feira (13.02), aponta que foram emitidos 190 Autos de Infração de Trânsito (AITs) e realizados 705 testes de alcoolemia nas cinco cidades.

Ao todo, 230 veículos, entre carros e motocicletas, foram removidos por irregularidades diversas. Em Tangará da Serra (239 km a médio norte de Cuiabá), 94 servidores das forças de segurança que participaram de um curso de capacitação, promovido pelo Batalhão de Trânsito (BPMTran), para realização da 1ª edição da Lei Seca, fez uma blitz na noite do sábado (11.02), na Avenida Brasil, no Centro.  

Somente na cidade foram abordados 23 veículos e realizados 23 testes de alcoolemia, que resultaram na prisão de sete motoristas. Também foram confeccionados 15 autos de infração, sendo 11 por condução sob o efeito de álcool e um por direção sem possuir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Onze veículos, sendo sete carros e quatro motocicletas, foram removidos por ocorrências diversas.

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Em Sinop (503 km ao Norte de Cuiabá), a 4ª blitz também foi deflagrada no sábado, no cruzamento das Avenidas Flamboyant com a Itaúba, no bairro Jardim Botânico. Foram fiscalizados 79 veículos e 79 condutores passaram pelo teste de alcoolemia. Destes, 13 foram presos por beber e dirigir.

Foram lavradas ainda 63 multas, sendo 23 por condução sob efeito de álcool, nove por condução sem possuir a CNH e 13 por dirigir veículo sem registro ou não licenciado, entre outras.

Na noite de sexta-feira (10.02), mais uma edição (4ª) da Lei Seca foi desencadeada na Avenida Blumenau esquina com a Rua Brescansin, em Sorriso (420 km ao Norte da Capital). No município, foram abordados 311 veículos e realizados 377 testes de alcoolemia. Dezessete motoristas foram detidos por condução sob a influência de álcool e 41 veículos removidos.

Com um efetivo de 44 policiais e agentes, a 6ª edição da Lei Seca ocorreu em Alta Floresta (803 km ao Norte de Cuiabá), na Avenida Ariosto da Riva, também noite de sexta-feira. Na operação, 88 condutores fizeram o teste de alcoolemia, resultando em três prisões, além da emissão de 52 AITs. Dentre 88 veículos abordados, 30 foram recolhidos.

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Ainda na sexta-feira, em Barra do Garças (516 km ao Leste de Cuiabá), ocorreu a 7ª edição, na Rua Waldir Rabelo. Por lá, foram feitos 138 testes de alcoolemia, sendo que sete pessoas acabaram presas por embriaguez ao volante. Houve ainda 28 autuações por infração de trânsito.  

A Operação Lei Seca é coordenada pelo Gabinete de Gestão Integrada (GGI), da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT). As cinco blitze contaram com equipes do GGI de Sorriso, Batalhão de Trânsito, Departamento Estadual de Trânsito (Detran), das 3ª, 19ª e 20ª e 37ª Ciretrans, do 11º Batalhão da Polícia Militar, do 12º Batalhão, 5º Comando Regional/2º Batalhão da PM, Força Tática, Corpo de Bombeiros, Polícia Penal, Politec, Polícia Civil, Guarda Municipal de Sorriso e das Secretarias Municipais de Trânsito de Tangará da Serra e de Alta Floresta.

Fonte: GOV MT

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MATO GROSSO

Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius

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Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.

De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.

A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.

Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.

Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.

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Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.

A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos. 

Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.

Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.

A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.

“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.

Relatos sobre outras mulheres

Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.

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Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que  uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.

A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.

Medo e pedido de Justiça

A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.

Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.

Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!

Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0

Fonte: Denuncia

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