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Mixto Feminino ganha título invicto e inédito com apoio do Governo de Mato Grosso

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O título invicto e inédito da equipe de Futebol Feminino do Mixto teve apoio do Governo de Mato Grosso, via Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). O time recebeu investimento em patrocínio de R$ R$ 1,5 milhão na temporada 2022/2023 e com acesso à Série A2 receberá R$ 2 milhões no campeonato 2023/2024.

As Tigresas, como são chamadas as jogadoras, foram campeãs do Campeonato Brasileiro Série A3, ao ganharem do Remo (PA) por 2 a 0, na Arena Pantanal, no domingo (25.06). Elas também venceram o jogo de ida no Pará com o mesmo placar: 2 a 0.

O Governo de Mato Grosso desenvolve desde 2022 o Programa Mato Grosso Série A. Os times de Mato Grosso das Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro masculino e das Séries A1, A2 e A3 do feminino, organizadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), são contemplados com o programa. A base legal do investimento é o decreto 1418/2022 e a Lei 11.550/2021.

O secretário Jefferson Carvalho Neves explicou a importância do apoio financeiro do Governo para o Mixto ter suporte e tranquilidade em campo e na administração para o primeiro título do futebol profissional inédito para Mato Grosso.

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“Se um time mato-grossense, masculino ou feminino, estiver na Série A ou A1 do Campeonato Brasileiro, recebe R$ 3,5 milhões por ano. O time que estiver na Série B ou A2, recebe R$ 2 milhões, o que vai ser o caso do Mixto agora. O time recebe esse recurso para ter apoio durante a temporada toda”, afirmou. Os times na Série C masculina ou A3 feminina recebem R$ 1,5 milhão e na série D do masculino, R$ 1 milhão.

“Esse recurso vai permitir ao time ter estrutura, profissionalismo, comprar uniformes, ter logística de treinamento e jogos, pagar o salário das jogadoras em dia. Estamos felizes por essa meta e resultado do Mixto, e agradecemos ao governador Mauro Mendes e à Assembleia Legislativa pelo apoio dado”, disse.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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