MATO GROSSO

Monitoramento da Sema identifica maior volume de água nas baías de Chacororé e Siá Mariana desde o ano passado

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Monitoramento realizado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) demonstra que as baías Chacororé e Siá Mariana, localizadas no Pantanal Mato-grossense, registraram no mês de março índice pluviométrico de 247.75 milímetros. É o maior volume de água de chuvas registrado desde o ano passado. Cada milímetro equivale a um litro de água de chuva por metro quadrado.

A mudança de cenário, se comparado ao mesmo período do ano passado, quando foi registrada escassez hídrica, e em março a preciptação ficou em 177 milímetros de chuva, se aproxima das tradicionais cheias que eram comuns à região do Pantanal Mato-grossense. A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, acompanhou in-loco o trabalho realizado pela equipe responsável pelo monitoramento e destacou a importância da iniciativa.

“O monitoramento contínuo tanto no período chuvoso quanto no período de seca é essencial para averiguar a efetividade das ações implementadas e também orientar novas medidas a serem realizadas pelo governo do estado para que as baías de Chacororé e Siá Mariana continuem cumprindo o seu relevante papel para o meio ambiente local do Pantanal”, ressaltou a secretária.

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O trabalho que vem sendo realizado, segundo ela, permite também acompanhar a situação das barragens que foram revitalizadas e o comportamento dos corixos, que são cursos d’água que se formam durante a cheia na planície pantaneira. Os técnicos analisam se existe algum tipo de obstrução nesses locais que possa interferir no volume da água nas baías.

Mauren Lazzaretti adiantou que a Sema estuda a viabilidade de implantação de um centro de monitoramento avançado no local para análise permanente das condições hídricas das baías de Chacororé e Siá Mariana. O projeto deve ser executado em parceria com a Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa Ambiental e Ordem Urbanística do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

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Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Corpo de Bombeiros combate três incêndios florestais nesta segunda-feira (12)

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, nesta segunda-feira (12.10), três incêndios florestais registrados nos municípios de Rosário Oeste, Santo Antônio de Leverger e Barão de Melgaço.

Em todas as ocorrências, os bombeiros atuam de forma estratégica para conter o avanço das chamas, extinguir os incêndios, monitorar as áreas atingidas e proteger vidas, propriedades rurais e o meio ambiente.

As operações contam, conforme a necessidade de cada ocorrência, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. A atuação integrada das forças amplia a capacidade de resposta e fortalece o combate aos incêndios florestais em Mato Grosso.

Focos de calor

Em Mato Grosso, foram registrados 59 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Desse total, 39 focos foram registrados na Amazônia, 18 focos no Cerrado, e dois focos no Pantanal. Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde).

Em Terras Indígenas, foram identificados seis focos de calor, sendo quatro focos na Terra Indígena Parque do Xingu, em Querência, e dois focos na Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis.

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É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo. Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.

Fiscalização – Operação Infravermelho

O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.

Incêndios extintos

Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Araguaiana, Aripuanã, Barra do Garças, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Juara, Lambari d’Oeste, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Nova Nazaré, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Poxoréu, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, União do Sul e Vila Rica.

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Proibição do uso do fogo

O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.

O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).

Fonte: Governo MT – MT

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