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“MT faz história com anúncio de estudo para substituir mercúrio na mineração”, aponta pesquisadora

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A iniciativa do Governo de Mato Grosso de financiar pesquisas para substituir o uso do mercúrio na extração de ouro foi destacada como pioneira no país pela diretora de pesquisa do Instituto Escolhas, Larissa Rodrigues, durante o segundo dia da Expominério 2025, nesta quinta-feira (27.11). Ela afirmou que nenhum outro Estado brasileiro havia se comprometido publicamente com recursos para essa transição.

“Ontem, o governador assumiu um compromisso fundamental. Ele saiu na frente. Hoje, o Brasil ainda não tem nenhum esforço público concreto voltado a financiar alternativas ao uso do mercúrio. O governador Mauro Mendes foi pioneiro ao destinar recursos para essa causa. Na minha opinião, ele está fazendo história e espero que esse gesto puxe outros governos”, afirmou.

A programação no segundo dia do evento é inteiramente voltada ao debate sobre mineração sem mercúrio, com uma programação que discute alternativas tecnológicas, desafios regulatórios e experiências práticas de quem já deixou o metal para trás.

Na abertura do evento, o governador anunciou que Mato Grosso vai financiar pesquisas para substituir o mercúrio na extração de ouro e implantar um laboratório de análise mineral no estado com recursos arrecadados pela Taxa de Controle, Acompanhamento e Fiscalização das Atividades de Pesquisa, Lavra, Exploração e Aproveitamento de Recursos Minerários (TFRM), sob gestão estadual.

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Larissa destacou que o setor da mineração precisa encarar o tema da retirada do mercúrio na produção mineral com franqueza e abandonar a ideia de que a discussão deva ser tratada como tabu.

“A ideia é trazer sinceridade para o debate. Precisamos discutir o cenário político e regulatório; ouvir garimpeiros e mineradores que ainda dependem do mercúrio e aqueles que já não usam mais. Eles vão contar o que funcionou, o que foi difícil e como a transição é possível na prática. Também vamos mostrar tecnologias que já existem e estão funcionando. Não é verdade que não haja alternativas: elas existem e precisam ser conhecidas”, disse.

De acordo com o secretário adjunto de Mineração da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Paulo Leite, tanto a pesquisa para a retirada do uso do mercúrio na mineração quanto o laboratório de análise de solo representam um avanço estrutural para o setor.

“A agenda de pesquisa e inovação que o governo está estruturando tem como um dos pilares o desenvolvimento de tecnologias capazes de eliminar o uso de mercúrio nos garimpos de Mato Grosso. Esse estudo é prioritário e faz parte de um conjunto de ações para modernizar e tornar mais sustentável a atividade mineral no Estado. A criação do laboratório de rochas também é fundamental. Hoje, todas as análises e pesquisas laboratoriais precisam ser feitas fora de Mato Grosso, o que gera custos adicionais e atrasos para pesquisadores, garimpeiros e mineradores”.

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Com um laboratório próprio, o Estado passa a oferecer infraestrutura científica, agilidade e suporte técnico para impulsionar a pesquisa mineral e fortalecer toda a cadeia produtiva.

“É um passo decisivo para estruturar o setor e consolidá-lo como uma grande atividade econômica do Estado”.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

XII Encontro Intercultural Indígena reforça ensino dos saberes ancestrais em Mato Grosso

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Cuiabá sedia, nesta quinta e sexta-feira (23 e 24.4), o XII Encontro Intercultural Indígena: O futuro é Ancestral, uma programação voltada à valorização dos saberes indígenas no ambiente escolar. A programação ocorre das 8h às 18h, no Museu de História Natural de Mato Grosso, e é promovida pelo Instituto de Ecossistemas e Populações Tradicionais (Ecoss), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), por meio da Secretaria Adjunta de Gestão Educacional (Sage)..

A proposta é dar continuidade ao trabalho de inserção dos saberes indígenas na formação de estudantes e professores da rede estadual, aproximando a escola da realidade pluriétnica de Mato Grosso. O encontro também abre espaço para discutir como a história e a cultura dos povos originários podem estar mais presentes no cotidiano das unidades de ensino, sobretudo nas escolas não indígenas.

Participam da programação representantes das escolas estaduais indígenas Hadori, de Confresa; Julá Paré, de Tangará da Serra; Kurâ Bakairi, de Primavera do Leste; e Sagrado Coração de Jesus e Luiz Rudzane Edi Orebewe, da Diretoria Regional de Educação de Barra do Garças. As unidades representam as etnias Iny, Balatiponé, Kurâ Bakairi, Boé-Bororo e Xavante.

O encontro dialoga com a Lei 11.645/2008, que tornou obrigatório o ensino da história e da cultura indígena e afro-brasileira na educação básica, e com a Resolução nº 04/2019 do Conselho Estadual de Educação, que orienta a Educação Escolar Indígena em Mato Grosso com base na diferença, na especificidade, no bilinguismo, no multilinguismo e na interculturalidade.

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A programação também está alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) ao abordar temas transversais que perpassam diferentes áreas do conhecimento, como valorização da vida, sustentabilidade, comunicação e alteridade. Na prática, o encontro busca transformar esses princípios em ações concretas, promovendo sua aplicação no cotidiano pedagógico.

De acordo com a superintendente de Educação Inclusiva da Seduc, Paula Cunha, o encontro tem importância por promover a aproximação entre o ambiente escolar e os saberes indígenas de maneira respeitosa e efetiva, contribuindo para sua integração no contexto educacional.

“Quando esse diálogo acontece, estudantes e professores passam a compreender melhor a diversidade que forma Mato Grosso e a reconhecer que a cultura dos povos originários não está à margem da educação, mas no centro de uma formação mais humana, mais ampla e mais conectada com a nossa realidade”, avalia ela.

Para o cacique Xavante, Felisberto Cirerê, do município de Campinápolis, ver a sua cultura sendo compartilhada com outras etnias e com estudantes não indígenas é gratificante. “Há uma troca aqui e isso é importante para dar mais visibilidade aos povos originários. Essa importância se potencializa justamente por ser realizada no Museu Histórico de Maro Grosso”.

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Na opinião do professor Magno Kura-Bakairi, se trata de uma oportunidade tanto para os povos indígenas como para a sociedade não indígena divulgar, conhecer, quebrar alguns estereótipos e valorizar a questão da ancestralidade.

“A cultura dos povos indígenas é a cultura do povo brasileiro. Então, é uma oportunidade que as crianças estão tendo para tirar suas dúvidas sobre o que produzem, como vivem, como é a sua alimentação. Algo mais amplo do que mostram apenas os livros de história”.

Ao longo desses dois dias, a programação deve reunir cerca de 854 participantes, incluindo professores indígenas, coordenadores das Diretorias Regionais de Educação, monitores e estudantes. Estima-se ainda a participação de aproximadamente 640 estudantes nas atividades, distribuídas em quatro turnos, com média de 160 alunos por período, sob condução de professores indígenas.

Da Grande Cuiabá, participam estudantes de 16 escolas estaduais: Francisco Ferreira Mendes, Padre Ernesto Camilo Barreto, Professor Honório Rodrigues Amorim, Alcebíades Calhao, José Leite de Moraes, Hermelinda de Figueiredo, João Brienne de Camargo, Emanuel Pinheiro, Cezina Antonio Botelho, Marlene Marques de Barros, Antônio Cesário de Figueiredo Neto, Antônio Epaminondas, Elmaz Gattas Monteiro, Senador Azeredo, Governador José Fragelli e Santos Dumont.

Confira no anexo a programação completa.

Fonte: Governo MT – MT

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