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Mulher desaparecida há dez anos é identificada pelas digitais

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Uma mulher que desapareceu em Cuiabá em 2015 foi identificada pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) por meio do projeto Lembre de Mim, que revisa casos antigos de vítimas sepultadas sem identificação.

A partir do resultado, divulgado esta terça-feira (26.8), a Diretoria Metropolitana de Medicina Legal realizou a entrega da certidão a dois irmãos da vítima identificada como Maria Auxiliadora de Lima Silva que estava desaparecida.

A identificação de Maria Auxiliadora foi realizada através processamento das impressões digitais coletadas após a morte no Sistema Automatizado de Identificação Biométrica (Abis), que por sua vez, realizou o cruzamento com os dados dos prontuários civis digitalizados de Mato Grosso. O sistema obteve a correspondência que foi confirmada pelo papiloscopista.

A ferramenta possibilita o cruzamento das impressões biométricos do cadáver com a base de dados biométricos da Politec, Policia Federal e do Tribunal Superior Eleitoral.

Conforme a papiloscopista da Politec, Simone Delgado, a tecnologia está ampliando as chances de obtenção destas identificações. Desde janeiro de 2025, o projeto já possibilitou a identificação de 46 pessoas que faleceram desde 2009. “O projeto tem o objetivo de utilizar a necropapiloscopia e os sistemas biométricos atualmente disponíveis para garantir o direito fundamental de pessoas falecidas no âmbito do IML serem identificadas’’, ressaltou.

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Simone explica que o procedimento de identificação nos casos de identidade desconhecida envolve quatro etapas. “Nós fazemos o levantamento de todos os casos de pessoas desaparecidas não identificadas; fazemos a catalogação; a digitalização das fichas; e o processamento dessas impressões digitais no sistema Abis local, que tem os registros de identificação civil. Fazemos a pesquisa no sistema Abis do TSE, e também por meio de cooperação interestadual, na qual nós fazemos a solicitação junto à Polícia Federal e junto a outros 21 institutos de identificação estaduais que possuem o sistema Abis”.

Além disso, os servidores realizam pesquisas em laudos do IML, requisições, prontuários hospitalares de evidências que possam auxiliar nas buscas pela identificação.

Para a irmã de Maria, Norma Terezinha Ribeiro Moares Costa, a resposta da identificação foi recebida com alívio frente ao sentimento de angústia da espera. “Foi um sofrimento muito grande, pois foram dez anos de espera e buscas sem saber que rumo ela tinha tomado. Esperávamos encontrá-la com vida. Porém, ao recebermos a notícia tomamos um certo tipo de alívio pois sabemos que ela não morreu de forma violenta, e o sofrimento vai ser amenizado daqui para frente, pois agora temos a certeza de que vamos sepultar a nossa irmã de forma digna e dar um bom descanso para ela”, revelou.

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A ação desenvolvida pelo projeto institucional “Lembre de Mim” está alinhada à Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas (Lei nº 13.812/2019) e fundamenta-se nos princípios da Ação Forense Humanitária, buscando proporcionar respostas às famílias e promover justiça e dignidade humana além da vida.

Simpósio de Identificação de Pessoas Desaparecidas

O projeto Lembre de Mim, e outras temáticas, debates envolvendo a Política Nacional de buscas de pessoas desaparecidas, a atuação do Núcleo de Identificação Humana da Politec e as ferramentas tecnológicas e metodologias de identificação serão discutidas durante o 1º Simpósio de Identificação de Pessoas Desaparecidas, nesta sexta-feira (29).


O evento será realizado das 8h às 17h30, no auditório da sede das Promotorias de Justiça, ao lado do Fórum da Capital, em Cuiabá.

O encontro reunirá especialistas e autoridades do sistema de Justiça e Segurança Pública para discutir o panorama nacional e estadual dos desaparecidos, avanços científicos, políticas públicas e estratégias de integração na busca e identificação de pessoas desaparecidas. A programação inclui palestras, mesas-redondas, com destaque para as contribuições da papiloscopia, odontologia e genética forense, além do acolhimento e apoio às famílias.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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