MATO GROSSO

Mutirão eleitoral resulta em 73 atendimentos à indígenas da etnia Enawenê-Nawe, em Juína

Publicado em

A 35ª Zona Eleitoral, com sede em Juína, promoveu uma importante ação itinerante que realizou 73 atendimentos à indígenas da etnia Enawenê-Nawe, na comunidade Kotakowinakwa/Doloikwa, localizada no município. A atividade foi realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social e a Coordenadoria Regional Técnica da Fundação Nacional do Povos Indígenas (Funai), nos dias 29 e 30 de maio.

Durante o mutirão, foram oferecidos diversos serviços da Justiça Eleitoral, como alistamento (primeira via do título), transferência de domicílio, revisão cadastral, coleta biométrica, regularização de títulos cancelados, emissão de certidões e guias de multa.

A iniciativa teve como objetivo central ampliar o número de eleitorado com dados biométricos cadastrados na 35ª Zona Eleitoral, além de garantir o pleno exercício da cidadania, promovendo o acesso facilitado aos serviços eleitorais, mesmo em regiões de difícil acesso. A ação reforça o compromisso da Justiça Eleitoral com a inclusão democrática de todos os cidadãos e cidadãs, superando barreiras geográficas e sociais.

O juiz eleitoral da 35ª ZE, Patrick Coelho Campos Gappo, destacou a importância da iniciativa. “Estamos empenhados em expandir a cobertura da biometria eleitoral, sobretudo em áreas remotas e junto a populações indígenas, que enfrentam mais dificuldades de deslocamento. Nosso objetivo é assegurar a participação política segura e efetiva desses cidadãos. Para isso, lançamos recentemente uma campanha publicitária em rádios e televisões locais, conscientizando a população sobre a importância da biometria para a segurança do voto e incentivando o cadastramento da digital”.  

Leia Também:  Polícia Militar prende homem em flagrante por violência doméstica em Cuiabá

Dados atualizados da Justiça Eleitoral indicam que Juína conta atualmente com 34.658 eleitores e eleitoras aptos ao voto. Desses, 22.745, que representam 65,63%, já realizaram o cadastro biométrico.

A ação integra as metas do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) de ampliar a biometria em todo o estado. Em recente reunião, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, reiterou o compromisso institucional com essa missão. “A presidência está ao lado de todas as Zonas Eleitorais nessa importante jornada. Tenho plena confiança de que avançaremos de forma significativa no cadastramento biométrico em Mato Grosso”.

O juiz auxiliar da Corregedoria Regional Eleitoral, Marcelo Sebastião Prado de Moraes, também reforçou a necessidade de cooperação institucional. “É fundamental que os Cartórios Eleitorais estabeleçam parcerias com os municípios, por meio de Termos de Cooperação com as Prefeituras. Isso permite ampliar pontos de atendimento e, sempre que possível, estender os horários de funcionamento. Em nível estadual, já temos articulações com os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, e vamos intensificar essas iniciativas, pois a segurança do voto é uma responsabilidade coletiva”.

Leia Também:  Corpo de Bombeiros socorre vítimas de emergências clínicas em Poconé

A ação em Juína exemplifica o esforço conjunto e permanente da Justiça Eleitoral para garantir que nenhum eleitor ou eleitora fiquem à margem do processo democrático, reafirmando o compromisso com a cidadania, a inclusão e a segurança do voto em todas as regiões do país.

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: A imagem mostra duas fotos que demonstram uma ação de mutirão organizada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) na 35ª Zona Eleitoral, voltada à etnia indígena Enawenê-Nawê. Em um ambiente tradicional, possivelmente uma oca, servidores do TRE realizam atendimentos com equipamentos de informática, enquanto membros da comunidade indígena aguardam ou participam do processo.

Fonte: TRE – MT

Advertisement

MATO GROSSO

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

Published

on

Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

Leia Também:  Inscrições para seletivo de bombeiros temporários terminam nesta terça-feira (26)

Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

Leia Também:  Bicho-preguiça e capivara são devolvidos à natureza em área de soltura de Sorriso

Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA