A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) realizou, ao longo dos meses de maio e junho, oito edições do Mutirão da Cidadania em diferentes municípios do estado, promovendo mais de 4,9 mil atendimentos diretos à população.
A iniciativa integra o programa SER Família, idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes, e tem como objetivo ampliar o acesso a serviços essenciais de forma gratuita, rápida e humanizada.
Os mutirões passaram por regiões urbanas e rurais de municípios como Alto Paraguai, Barra do Garças, Conquista D’Oeste, Diamantino, Itaúba, Nova Lacerda, Nova Santa Helena e Nova Canaã do Norte.
A idealizadora do Mutirão da Cidadania, a primeira-dama Virginia Mendes, destacou a importância da ação como ferramenta para levar serviços essenciais diretamente à população mato-grossense.
“Quando idealizamos o Mutirão da Cidadania dentro do programa SER Família, nosso desejo era garantir que os serviços públicos chegassem até onde as pessoas mais precisam — especialmente nas regiões mais distantes e com menor estrutura. Ver que, em apenas dois meses, conseguimos realizar todos esses atendimentos nesses municípios é a prova de que estamos no caminho certo”, afirmou.
Entre os serviços oferecidos estiveram a emissão de 2ª via de certidões (nascimento, casamento e óbito), plastificação de documentos, foto 3×4, atendimentos e orientação do Sine-MT, SER Família Habitação, SER Família Mulher, emissão da Carteira de Identificação do Autista, entre outros.
Para o secretário da Setasc, Klebson Gomes Haasgma, os números demonstram o alcance e a importância da iniciativa, ao levar diversos serviços públicos para quem mais precisa.
“Ao promover os mutirões em regiões de difícil acesso ou com menor estrutura, garantimos dignidade e inclusão social. A presença do Estado precisa ser sentida, e é isso que temos feito com o apoio da primeira-dama Virginia Mendes”, destacou o secretário.
Foto: João Reis | Setasc-MT
Rosena Gomes da Silva, moradora do distrito Ouro Branco, no município de Nova Canaã, aproveitou a oportunidade para resolver diversas demandas pessoais e destacou a qualidade do atendimento.
“Eu vim para atualizar o meu Cadastro Único, tirar foto 3×4 e aproveitei outros serviços que eu necessitava, como a minha 2ª via da certidão de nascimento e a do meu filho. Os serviços oferecidos aqui são muito úteis, além do atendimento ser excelente”, afirmou Rosena.
A ação é realizada com apoio das prefeituras, associações comunitárias, secretarias municipais, garantindo a articulação necessária para atender de forma eficiente cada localidade.
A previsão é de que novas edições do Mutirão da Cidadania ocorram ainda neste segundo semestre, ampliando o número de beneficiados.
Deputado afirma ter repassado R$ 600 mil para o curso de Arquitetura e Urbanismo, mas NOB citada para comprovar a transferência não foi apresentada.
A implantação de uma turma especial de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) em Rondonópolis foi anunciada com previsão de R$ 1,2 milhão. A proposta previa R$ 600 mil destinados pelo deputado estadual Sebastião Rezende e outros R$ 600 mil pela Prefeitura.
Sebastião Rezende afirma que os R$ 600 mil foram repassados e depositados na conta da Prefeitura. Segundo ele, uma Nota de Ordem Bancária (NOB) comprova a transferência. A NOB não foi apresentada publicamente.
Os outros R$ 600 mil também não têm, até o momento, um documento público que estabeleça a obrigação da Prefeitura.
A proposta foi discutida entre o deputado Sebastião Rezende e o então ex prefeito José Carlos do Pátio. O combinado era que o deputado destinaria R$ 600 mil e a Prefeitura colocaria outros R$ 600 mil.
A reportagem investigou e não foi encontrado pela Prefeitura qualquer documento assinado pela gestão anterior. O acordo entre os dois, porém, foi apenas verbal. Não foi apresentado convênio, termo ou outro documento da gestão anterior que determine o pagamento dos R$ 600 mil pelo município.
Sem esse registro, não há documento que obrigue a atual administração a cumprir o acordo feito entre o deputado e o ex-prefeito.
A estimativa inicial de R$ 1,2 milhão também não representa necessariamente o custo atual do projeto. A implantação de um curso de Arquitetura e Urbanismo envolve despesas como equipamentos e outras necessidades da universidade. O valor atualizado precisa ser informado pela Unemat.
No caso do recurso atribuído do Sebastião Rezende, falta a apresentação da NOB citada pelo deputado. No caso da contrapartida municipal, falta um documento que comprove que a Prefeitura tenha que assumir formalmente o pagamento.
A apresentação desses documentos permitirá verificar quanto foi repassado, quando o dinheiro chegou aos cofres municipais e se existe uma obrigação financeira deixada pela administração de José Carlos do Pátio para a atual gestão.
Essas ações não significam que a Prefeitura tenha assumido o compromisso de R$ 600 mil discutido na gestão anterior.O prefeito Cláudio já disse publicamente que entregaria por meio do doação o prédio para a Unemat no entanto a instituição não se manifestou, fazendo que o núcleo passa-se de 7 cursos para apenas 2, impactanto o acesso dos estudantes da região ao ensino superior gratuito.
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