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Número de reeducandos inscritos para o Enem em MT é o maior dos últimos 10 anos

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O número de reeducandos do Sistema Penitenciário de Mato Grosso inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para Pessoas Privadas de Liberdade (PPL) deste ano bateu recorde, sendo o maior dos últimos 10 anos. Ao todo, 2.313 pessoas devem fazer a prova, que será aplicada nos dias 10 e 11 de janeiro de 2023. 

A informação é da Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária (Saap), ligada à Secretária de Estado de Segurança (Sesp), que atribui o aumento de interessados no ensino superior aos avanços realizados pelo Governo do Estado no Sistema Penitenciário, tanto na área de infraestrutura quanto trabalho e educação. 

“Estamos oferecendo melhores condições de ressocialização, tanto em disponibilidade de materiais quanto em espaços para leitura, estrutura física e tecnológica, e isso gera estímulo”, pontuou a superintendente de Políticas Penitenciárias, Fabiana Siqueira.

De acordo com a Saap, no ano passado 1.163 reeducandos haviam se inscrito para o exame, ou seja, um número 98% menor do que o de inscrições para a prova neste ano.

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Para a preparação, os reeducandos terão aulas específicas para o Enem, por meio de videoaulas. Eles ainda contarão com apoio de professores disponibilizados pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc). 

“A Seduc sempre está melhorando a qualificação dos professores e, com mais tecnologia e estrutura, os profissionais podem melhorar a qualidade do ensino, chamando atenção dos reeducandos que tentam uma vaga no ensino superior”, observou Fabiana.

“A educação, enquanto política pública às pessoas privadas de liberdade, tem um caráter emancipador. Nesse sentido, o Enem se apresenta como uma perspectiva de futuro e, por isso, os custodiados têm todo o nosso apoio”, finalizou.

Fonte: GOV MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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