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Oficina fortalece competências socioemocionais e prepara escolas para enfrentamento da violência contra mulher

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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) promoveu, nesta terça-feira (20), a oficina “Aprender e Respeitar: a Escola no Enfrentamento da Violência contra a Mulher”, com foco no desenvolvimento das competências socioemocionais como eixo central da formação integral dos estudantes da rede estadual.

A atividade integrou a programação da Semana Pedagógica 2026, realizada até o dia 23 de janeiro, em Cuiabá. O evento reúne cerca de 2.500 servidores por dia, entre professores, gestores, coordenadores pedagógicos, equipes técnicas e psicossociais das 13 Diretorias Regionais de Educação (DREs).

Voltada à reflexão sobre o papel da escola na prevenção e no enfrentamento da violência contra a mulher, a oficina apresentou práticas pedagógicas alinhadas ao currículo e à promoção de uma cultura de respeito e equidade.

As atividades estimularam estratégias que fortalecem o autoconhecimento, a empatia, a colaboração e a tomada de decisões responsáveis no ambiente escolar. A ação faz parte das políticas psicossociais da Seduc e contou com a parceria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá, destacou a participação inédita do Judiciário na Semana Pedagógica e ressaltou a relevância da iniciativa.

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“Levar essa formação aos professores é fundamental para que consigam identificar sinais de violência, desde relacionamentos abusivos na adolescência até crimes cibernéticos. Educar para o respeito e para a igualdade de gênero é uma forma eficaz de prevenir a violência e salvar vidas”, afirmou.

O juiz Marcos Terêncio Agostinho Pires, da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá, reforçou que a escola ocupa um papel estratégico nesse enfrentamento.

“A violência doméstica não afeta apenas a mulher, mas também as crianças. A escola é o espaço mais propício para identificar sinais, acolher e orientar. Trabalhar em rede com a educação é essencial para reverter os índices de violência em Mato Grosso”, destacou, ao mencionar a campanha ‘A Escola Ensina, Mulher Agradece’, desenvolvida em parceria com a Seduc.

Segundo o magistrado, a oficina foi estruturada para unir teoria e prática.

“Além da palestra, realizamos dinâmicas com casos hipotéticos, valorizando a experiência dos professores. Também abordamos os homens como parte da solução, mostrando que essa não é uma luta de mulheres contra homens, mas de toda a sociedade por relações mais saudáveis”, explicou.

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A professora Fátima Ramos, de Campo Verde, avaliou que a formação contribui diretamente para o cotidiano escolar. “Na escola, lidamos com situações de violência, bullying e relacionamentos abusivos entre adolescentes. Esses encontros nos ajudam a aprender, trocar experiências e levar ações concretas para nossa escola e município”, relatou.

Para a docente, o impacto da oficina será significativo em sala de aula.

“Muitas vezes temos receio de abordar o tema, mas essa formação nos dá mais segurança para trabalhar de forma sensível e interdisciplinar. É um esforço coletivo para reduzir a violência e formar cidadãos mais conscientes”, completou.

O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, destacou que a iniciativa reafirma o compromisso da rede estadual com a formação integral dos estudantes.

“Desenvolver competências socioemocionais é tão importante quanto garantir a aprendizagem dos conteúdos. Ao preparar nossos profissionais para enfrentar a violência contra a mulher, fortalecemos uma escola mais humana, segura e comprometida com o respeito, a equidade e a cidadania”, concluiu.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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