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Operação da Polícia Civil mira esquema de tráfico de drogas ocultadas em meio de encomendas lícitas

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes(DRE), deflagrou, na manhã desta quinta-feira (31.10), a Operação Alta Frequência para cumprimento de ordens judiciais com foco na desarticulação de um esquema de tráfico de drogas, dissimulado por meio de encomendas de supostos produtos lícitos.

Na operação são cumpridas 12 ordens judiciais, sendo seis mandados de busca e apreensão, cinco de bloqueios de bens e um de sequestro de bem móvel, decretadas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo) da capital, com base nas investigações da DRE.

Os alvos investigados, entre eles, um ex-policial militar demitido da instituição recentemente, responderão pelos crimes de tráfico de drogas, associação criminosa, falsidade ideológica e lavagem de capitais.

A operação tem como foco a identificação, bloqueio de bens e prisão de envolvidos em um esquema de tráfico, que abastece “usuários diferenciados”, por meio do envio de drogas para Cuiabá e outras cidades do estado, principalmente maconha e drogas sintéticas.

Dois mandados de busca e apreensão e o sequestro de bem móvel são cumpridos na cidade de Pontes e Lacerda. As demais ordens judiciais são cumpridas em Cuiabá.

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Os trabalhos contam com o apoio das equipes da Gerência de Operações Especiais (GOE), Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor), Diretoria de Atividades Especiais da Polícia Civil e de policiais da Delegacia Regional de Pontes e Lacerda.

Investigações

A operação é o desdobramento de uma investigação iniciada em inquérito policial instaurado na DRE no ano de 2024, após a apreensão de uma estufa de maconha, no mês de janeiro, no bairro Jardim Leblon.

Decorrente desta investigação, a equipe da DRE, em outra ação realizada no mês de maio, apreendeu grande quantidade de drogas no bairro Santa Amália, resultando na prisão em flagrante de um casal que comercializava entorpecentes.

Na ocasião, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência, o investigado chegou ao local com uma encomenda, caixa em mão, que teria acabado de receber/retirar, a qual continha alto-falantes com drogas escondidas, sendo apreendida aproximadamente 200 gramas de flor de maconha.

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No local, também foram apreendidos doces contendo maconha, MDA (metanfetamina), cogumelo, balanças de precisão entre outros objetos utilizados para o tráfico de drogas.

Com o avanço das investigações da DRE, foi possível identificar que as drogas eram enviadas através de dissimulação em encomendas lícitas, como peças de som automotivo, para abastecimento de traficantes de Cuiabá.

O delegado responsável pelas investigações, André Rigonato, destacou que as investigações continuam para identificar todos os membros da rede criminosa e outras possíveis conexões.

“A DRE está empenhada em identificar e prender todos os envolvidos no crime. A população pode auxiliar as investigações por meio de denúncias ou qualquer informação adicional que auxiliar na apuração dos fatos e identificação de outros envolvidos”, disse o delegado.

Alta Frequência

O nome da operação faz referências às caixas de som amplificadoras em que foram apreendidas as drogas, demonstrando o esquema de tráfico utilizado pelo grupo criminoso.

Fonte: Governo MT – MT

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A conta do vice: Dr Altemar Lopes já recebeu mais de meio milhão de reais desde o inicio do novo mandato

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Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.

O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.

A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025.
Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.

Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?

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A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.

Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.

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Fonte: Política MT

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