A nova orla turística de Santa Terezinha (a 1.220 km de Cuiabá) transformou a paisagem da cidade e garantiu aos moradores um novo espaço de convivência. O local, que já é um ponto de encontro para os cerca de 8 mil moradores da cidade, vai ser entregue oficialmente pelo Governo do Estado nesta quarta-feira (28.1).
Localizado às margens do Rio Araguaia, um dos maiores do Brasil, o espaço oferece mais segurança e estrutura para quem busca momentos de lazer e a prática de atividades físicas, como afirma o servidor público Edvan Venâncio.
“Essa orla trouxe uma qualidade de vida melhor, um espaço que a gente pode fazer a caminhada com mais segurança. Antes não tínhamos um local adequado. Caminhávamos na rua mesmo, com carro passando, e tinha que ter cuidado para não ser atropelado. Então essa orla foi uma maravilha, um presente que nós ganhamos. É uma área de lazer e, ao mesmo tempo, de exercício físico”, afirmou.
A orla de Santa Terezinha recebeu R$ 4 milhões em investimentos do Governo do Estado e conta com uma área de 722 m², com playground, bancos, quadra de esportes e uma área livre ampla.
“Quando temos bons espaços para os moradores, temos bons espaços para os turistas e é isso que estamos fazendo, melhorando as cidades para seus moradores. Essa e as outras orlas que estamos construindo vão proporcionar bons lugares para a população e impulsionar o turismo”, afirmou o governador Mauro Mendes.
Drone: Rodolfo Perdigão/Secom-MT
Além da inauguração do espaço, em Santa Terezinha, o governador também vai autorizar outros R$ 8,3 milhões em investimentos para o município. O valor será empregado para melhorias nas áreas de infraestrutura, saúde, esporte e lazer e ações sociais.
Outras orlas
A orla de Santa Terezinha é a segunda a ser entregue pelo Governo do Estado, de um total de seis, que vão impulsionar o turismo e o desenvolvimento dos municípios. Além dela, os moradores de Santo Antônio de Leverger também receberam uma orla de 12,8 mil m² em dezembro de 2025.
Também estão em construção orlas turísticas nas cidades de Barão de Melgaço, Luciara, Cáceres e São Félix do Araguaia.
Morador de São Félix do Araguaia há mais de 30 anos, Ademar Bueno ressalta a importância da obra para atrair visitantes, principalmente durante a temporada de pesca.
“Essa obra é vital para o comércio. Vai fazer com que as pessoas venham com suas famílias para se divertir na beira do rio, que é o nosso maior atrativo. Sem dúvida, essa orla vai dar um grande impulso no nosso turismo”, afirmou.
Em São Félix do Araguaia a construção da orla está em 76% de execução. Em Luciara, 66%. A orla de Barão de Melgaço está em 53% e em Cáceres, 43%.
Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.
O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.
A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025. Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.
Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?
A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.
Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.
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