O Conselho Regional de Biologia (CRBio-01), com apoio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), organiza o 1º Desafio de Observação de Aves (Bioaves) em comemoração aos 45 anos de regulamentação da profissão de Biologia. O evento vai acontecer neste domingo (08.09), no Parque Massairo Okamura, em Cuiabá. Interessados podem se inscrever clicando neste link.
A ideia é mobilizar pessoas de todas as idades e biólogos em uma jornada de registro de mais de 500 espécies diferentes de aves e engajar mais de 1.000 pessoas na observação.
O Parque Estadual Massairo Okamura é uma Unidade de Conservação Estadual. Um dos motivos de ser escolhido como local para o evento é por desempenhar um papel fundamental na conservação da biodiversidade no estado.
A servidora da Sema e secretária executiva do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera do Pantanal, Gabriela Priante, reforça o convite para a população participar da experiência de observação de aves.
“A população está convidada a estar no parque a partir das 6 horas com binóculo, máquina fotográfica ou aparelho de celular para participar deste evento que acontece em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo no sábado e domingo (07 e 08). Será uma experiência onde terão especialistas orientando e ensinando aqueles que quiserem conhecer como é o processo de observação de aves”, disse.
Gabriela reforça que a prática da observação de aves proporciona um olhar diferente para a natureza, despertando a admiração e curiosidade. “A experiência não é apenas para identificar espécies, mas permite uma oportunidade de imersão nas belezas da natureza, bem como na valorização da conservação ambiental. Esta atividade pode ser vivenciada por crianças, jovens, adultos e idosos”, pontua.
A organização recomenda levar binóculo, água, repelente e protetor solar. Além da Sema, a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) também é parceira no evento junto com a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e outras instituições.
O evento terá ainda programação no sábado (07), em Santo Antônio do Leverger, na comunidade Morrinhos, no Rancho Epona.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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