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Perícia em envelope de drogas violados auxiliam investigação criminal

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Perícias realizadas em envelopes de segurança violados durante incineração de entorpecentes, que continham simulacros de drogas, auxiliaram a Polícia Civil na apuração criminal de um esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

A violação de lacres e troca de material entorpecente, apreendido pela Delegacia Estadual de Fronteira (Defron), foram constatadas durante a incineração de uma tonelada de drogas, em abril deste ano, em Cáceres, após a perita oficial criminal, lotada na Gerência de Criminalística, detectar que os lacres estavam violados e que as substâncias contidas no interior das embalagens não condiziam com os pesos relacionados em laudo pericial anterior.  

Na manhã desta quarta-feira (07.12), a Corregedoria-Geral da Polícia Judiciária Civil deflagrou a Operação Efialtes, com base nas investigações, resultando no cumprimento de 102 mandados nos estados de Mato Grosso, Rondônia, Piauí, Maranhão, Tocantins e Goiás.

Na ocasião, os delegados da Corregedoria da PJC solicitaram à Politec uma perícia no depósito de drogas, objetivando constatar e separar os lacres de segurança violados, e perícia de levantamento de vestígios de impressões digitais para a Gerência de Perícias em Impressões de Pele da Politec. Também foram solicitados exames definitivos de drogas à Diretoria Metropolitana de Laboratório Forense. 

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A equipe da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) analisou todos os lacres e embalagens armazenadas no local, assim como as embalagens violadas durante a incineração. Com os laudos periciais concluídos, foi confirmada que a droga apreendida, lacrada e armazenada na Delegacia de Fronteira de Cáceres havia sido substituída pelos tabletes de isopor, gesso e areia. 

O diretor Geral Adjunto Emivan Batista de Oliveira parabenizou os peritos criminais da Gerência Regional da Politec de Cáceres pelo trabalho realizado e por contribuírem para a resolução do caso. “Parabenizamos os peritos criminais da Coordenadoria de Cáceres, pois tudo começou com a trabalho da perita Sandra Maldonado, que notou a violação dos lacres durante a incineração. Isso vem ao encontro da importância do trabalho pericial no processo penal e na garantia da cadeia de custódia”, destacou o diretor. 

Etapas periciais – O trabalho pericial é realizado em diversas etapas, desde o exame preliminar e o definitivo até separação e controle dos entorpecentes na incineração. Após a homologação da apreensão, a droga é encaminhada à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para feitura do laudo preliminar, em que uma amostra é armazenada para o laudo definitivo, e ainda uma amostra para contraprova. A partir de então, o entorpecente é acondicionado e lacrado em envelope de segurança da Politec.

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Antes do ato de incineração, as drogas passam por análise pericial, pela Gerência de Perícias em Química Forense da Politec, onde as substâncias são tecnicamente identificadas, seguindo o método da comunidade científica forense mundial. No momento da incineração, a Politec vistoria os lacres dos entorpecentes a fim de garantir sua integridade.

Fonte: GOV MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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