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Perícias de computação forense da Politec passam a ser realizadas em plantões 24 horas

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A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) passou a realizar perícias em dispositivos eletrônicos em regime de plantão 24 horas. Iniciado em janeiro de 2025, o novo plantão contribuiu para o aumento da produtividade de laudos no setor, superando em 50% a média de exames realizados no mesmo período do ano anterior.

Somente no mês de janeiro foram produzidos 237 laudos periciais. Os números já são superiores à média mensal de exames demandados em 2024, que era de 125 laudos.

As perícias de computação forense analisam os dados contidos em dispositivos eletrônicos que são objetos de investigação em diferentes tipos de crimes, ainda que os conteúdos e a sua distribuição possam ter sido ocultados ou dissimulados pelos criminosos.

Os peritos atuam na preservação, extração, análise e formalização de dados de mídias de armazenamento, que correspondem, em sua maior parte, a aparelhos celulares, desktops, notebooks, servidores e dispositivos portáteis de armazenamento (pendrives, HDs externos, etc.), sendo responsáveis por identificar as informações recuperadas dos itens apreendidos.

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A mudança na dinâmica de trabalho, que antes era realizada durante o expediente tradicional, faz parte da estratégia de enfrentamento aos crimes cibernéticos adotada pelo setor visando garantir o pronto atendimento a demandas urgentes, como extrações de vídeos e imagens de sistemas de segurança, otimizar a utilização das ferramentas periciais e ampliar a capacidade de atendimento.

A extração de dados periciais segue a cadeia de custódia estabelecida, garantindo a integridade da prova material e a imparcialidade das análises.

O Gerente de Perícias de Computação Forense, Max Martins de Freitas, acredita que a implantação do plantão 24 horas irá contribuir ainda mais para a efetividade dos trabalhos.

“Com a nova estrutura, além de manter esse padrão de segurança jurídica, conseguimos agilizar significativamente a entrega dos resultados, proporcionando respostas mais rápidas tanto para a população quanto para os órgãos requisitantes e com todo o sistema de Segurança Pública”, completou o gerente.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Após feminicídio, secretária reforça importância de vítimas de violência manterem medidas protetivas

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A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, reforçou a importância das vítimas de violência doméstica confiarem na rede de proteção e manterem as medidas protetivas.

O alerta foi feito após uma mulher, identificada como Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, ser assassinada a tiros, nesta terça-feira (23.6), em Guarantã do Norte. O principal suspeito é o companheiro dela, de 33 anos. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio consumado.

Ele já possuía um longo histórico de violência doméstica contra a vítima. Em novembro de 2025, após um pedido feito pela própria vítima, a medida protetiva que existia contra o investigado foi revogada e ele voltou a responder ao processo em liberdade.

“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, destacou.

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Segundo Mariell Antonini, a violência doméstica costuma seguir um ciclo que tende a se agravar ao longo do tempo.

“A violência é cíclica e, muitas vezes, começa com sinais que podem parecer menos graves, mas pode evoluir para situações cada vez mais letais, culminando na morte da vítima. Ameaças e agressões precisam ser compreendidas como sinais de alerta, e a busca por ajuda deve acontecer o quanto antes”, afirmou.

As primeiras denúncias contra o suspeito foram registradas em 2023, quando Gleici procurou as autoridades para relatar episódios de violência doméstica. Em 2024, novas intervenções policiais ocorreram por crimes como lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo, todos envolvendo o mesmo casal.

Já em julho de 2025, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a vítima acionar as forças de segurança. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas de urgência em favor de Gleici. Meses depois, entretanto, a vítima solicitou a revogação da medida, o que resultou na liberdade do suspeito.

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Fonte: Governo MT – MT

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