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Pesquisa em MT investiga o uso do biocarvão na construção civil para sequestro de carbono

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Pesquisa fomentada pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), investiga o uso do biocarvão na indústria da costrução civil para o sequestro de gás carbono. O objetivo é usar com mais eficiência os compostos de origem sintética ou natural (biomateriais) em painéis cimentícios, como blocos, argamassas, pavimentos e concretos.

O projeto, intitulado “Avaliação das propriedades mecânicas de materiais compósitos do tipo strain hardening usando biocarvão para sequestro de CO2”, é coordenado pelo professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Alex Neves Júnior e foi aprovado no edital Nº. 010/2022 – Pesquisas com Nível Médio de Maturidade nas Engenharias, com recurso de R$ 110.010,00.

A pesquisa também tem o intuito de amenizar setores com problemas ambientais através do desenvolvimento de materiais de construção civil sustentável, desde aplicações em sistemas construtivos simples, que atinjam e atendam grande parte da população que lida com argamassas de reboco e assentamentos, bem como, aplicações em materiais mais versáteis, como essas argamassas flexíveis. 

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O processo de sequestro de carbono acontece indiretamente pela diminuição do consumo de cimento nestes materiais (retirando parte do cimento da composição) e diretamente através do tratamento com o CO2, reaproveitado de outras fontes emissoras onde esse processo é denominado carbonatação ou recarbonatação.

“A pesquisa busca o desenvolvimento de novos materiais que utilizem fibras naturais em associação ao aço como reforço na construção civil, buscando agregar valor as cadeias produtivas locais através da utilização da biomassa gerada”, relata o professor.

Entre os diversos grupos de trabalho que tem desenvolvido pesquisas nesta área, muitos cientistas tem dedicado esforços para resolver os problemas gerados pela produção e consumo de cimento (o material de construção mais utilizado no mundo).

Fonte: GOV MT

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STF homologa Plano Estadual de Regularização Ambiental de MT e destaca evolução do planejamento

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O Supremo Tribunal Federal (STF) homologou, nesta sexta-feira (26.6), o Plano Estadual de Regularização Ambiental apresentado pelo Governo de Mato Grosso, reconhecendo a evolução do planejamento e a transição de um modelo artesanal para um sistema de gestão territorial mais automatizado.

A decisão foi proferida pelo ministro Flávio Dino, na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 743, que acompanha medidas estruturais voltadas à prevenção e ao combate de incêndios na Amazônia e no Pantanal.

“Merece registro positivo a estratégia adotada pelo Estado para o redesenho da lógica de funcionamento do Cadastro Ambiental Rural, com sua transformação em um instrumento ativo de governança ambiental e territorial”, afirmou o ministro, em um trecho da decisão.

O magistrado ressaltou, ainda, que Mato Grosso teve o maior ganho de escala entre todos os estados com a implantação do CAR Digital 2.0. O sistema possibilita a análise automatizada dos cadastros ambientais rurais com o cruzamento das informações declaradas pelos proprietários com as bases de referências homologadas pelo próprio Estado quanto à hidrografia, vegetação e área de preservação permanente.

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Também foram destacados a transversalidade da política pública ambiental adotada em Mato Grosso com a integração entre o Plano de Combate ao Desmatamento e Incêndios (Cedif) e o Cadastro Ambiental Rural, e o desenvolvimento de módulos específicos para regularização ambiental dos assentamentos e de compensação ambiental.

Para a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, a homologação do Plano Estadual de Regularização Ambiental pelo STF demonstra que Mato Grosso não apenas cumpre as determinações judiciais, mas se posiciona como referência nacional na implementação do Código Florestal.

“O Plano reafirma o compromisso do Estado com uma agenda ambiental moderna, baseada em dados, tecnologia e governança, na qual produção e conservação não são objetivos antagônicos, mas dimensões complementares de um mesmo projeto de desenvolvimento”, afirmou a secretária.

Plano Estadual

Até 2028, o Governo de Mato Grosso pretende concluir oito ações estruturantes, que incluem o processamento de 100% dos cadastros via automação por meio do Sistema CAR Digital 2.0, a conclusão das bases cartográficas e o tratamento manual de casos complexos.

O plano estabelece cronogramas de execução para todos os eixos, com definição de prioridades, metas trimestrais e mecanismos para avaliação contínua dos resultados alcançados, revisão periódica das estratégias adotadas e a correção de eventuais desvios de execução.

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Fonte: Governo MT – MT

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