Uma pesquisa financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat) procura popularizar e mostrar as vantagens do uso do pó de rocha como alternativa para a produção agrícola e em pastagens.
Intitulado “Popularização do Uso de Remineralizadores de Solo (pó de rocha) no estado de Mato Grosso”, o projeto buscou disseminar informações sobre a importância do uso de remineralizadores de solo no estado, com o intuito de proporcionar conhecimento técnico aos produtores rurais, profissionais do setor e instituições envolvidas. Entre as vantagens dessa técnica estão a redução dos custos de produção, a capacidade de regeneração dos solos cultiváveis, e o aumento do valor agregado aos produtos agrícolas, sobretudo quando se trata da comercialização de produtos orgânicos.
O projeto é coordenado pelo professor e pesquisador Ronaldo Pierosan, da Faculdade de Geociências da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em parceria com a Companhia Matogrossense de Mineração (Metamat) e o Sistema Famato.
De acordo com Ronaldo Pierosan, a técnica de rochagem consiste na pulverização e aplicação de pós de rocha em áreas de produção agrícola e pastagens, sem a necessidade de compostos químicos.
“Espera-se que esse projeto desperte o interesse dos produtores sobre o uso de remineralizadores de solo em Mato Grosso. Incentive a pesquisa sobre a eficácia desses materiais e leve ao desenvolvimento da indústria de remineralizadores de solo no estado, gerando emprego, renda e desenvolvimento social. A iniciativa pode ser um importante passo rumo a uma agricultura mais sustentável e produtiva em Mato Grosso”.
As atividades de divulgação em campo foram realizadas em parceria com associações de produtores rurais e criadores para alcançar regiões favoráveis à ocorrência de rochas com potencial para serem usadas como remineralizadores de solo.
O projeto pode ser acessado de forma gratuita na internet pelo endereço (https://www.mineraisindustriais.com/).
Mato Grosso é uma potência na produção agrícola brasileira, sendo o maior produtor nacional de grãos, incluindo soja, milho, algodão e girassol, que representam 60% da produção agrícola da região Centro-Oeste. A atividade pecuária também desempenha um papel significativo na economia, fornecendo matéria-prima para a produção de proteína animal e apresentando um potencial de crescimento notável, graças aos avanços tecnológicos, às condições naturais do ecossistema e às políticas públicas adequadas.
Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.
O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.
A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025. Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.
Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?
A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.
Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.
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