MATO GROSSO

Polícia Civil apreende 14 tabletes de cloridrato de cocaína enterrados em chácara e causa prejuízo de R$ 435 mil às facções

Publicado em

A Polícia Civil, por meio de investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), apreendeu, na tarde de quarta-feira (5.2), 14 tabletes de cloridrato de cocaína que estavam enterrados em uma chácara, na zona rural de Nossa Senhora do Livramento. O prejuízo causado às facções é de R$ 435 mil.

Dois homens responsáveis pelo entorpecente foram presos em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de arma de fogo. A ação também resultou na apreensão de uma arma de fogo, munições, um colete balístico e outros apetrechos relacionados ao tráfico. As prisões e apreensões integram os trabalhos da Operação Tolerância Zero, deflagrada pelo Governo do Estado, para combater a atuação de facções criminosas.

As investigações iniciaram no mês de dezembro, após a equipe da Denarc dar cumprimento ao mandado de prisão contra um homem, que teve o veículo apreendido na cidade de Jataí (GO) com mais de 40 tabletes de entorpecentes.

Leia Também:  Corpo de Bombeiros Militar combate incêndio em edificação em Sorriso

Nas investigações, ficou comprovado que o suspeito seria apenas o transportador do entorpecente, sendo possível chegar a identificação do verdadeiro proprietário da droga.

Com avanço das investigações, foram verificadas a existência de denúncias que apontavam que o dono da droga utilizava uma chácara para guarda de entorpecentes, onde também estariam armazenadas armas de fogo.

Os investigadores da Denarc iniciaram as diligências e conseguiram identificar que a chácara estava localizada na zona rural de Nossa Senhora do Livramento. Foi dado início ao monitoramento da propriedade e verificada uma grande movimentação de veículos no local.

Em diligências pela mata, os policiais conseguiram visualizar o investigado e um comparsa cavando um buraco próximo a residência, aparentemente para enterrar algo. No dia seguinte, os policiais visualizaram um dos suspeitos em posse de uma espingarda rondando o mesmo local, indicando a possível existência de entorpecentes.

Diante das evidências, os policiais realizaram a abordagem do suspeito, sendo encontrado no local a espingarda, munições e um tambor branco enterrado, onde estavam armazenados os 14 tabletes de cocaína, além de adesivos que nomeavam a “marca” da droga.

Leia Também:  Homem é preso pela Polícia Militar por porte ilegal de arma em Cuiabá

Confirmada a situação de flagrante, outra equipe da Denarc realizou a prisão do outro investigado, apontado como proprietário da droga, que foi localizado no shopping de Várzea Grande. Na residência do suspeito, foram apreendidos documentos, munições e anotações de contabilidade e comercialização da droga, além de uma máquina de embalar a vácuo com resquícios de entorpecentes.

Todo material ilícito foi apreendido e os dois suspeitos foram conduzidos à Denarc, onde o flagrante foi lavrado pelo delegado Marlon Noqueira, sendo posteriormente encaminhados para audiência de custódia, ficando à disposição da Justiça.

Fonte: Governo MT – MT

Advertisement

MATO GROSSO

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

Published

on

Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

Leia Também:  CGE e Seduc lançam programa para fortalecer a cidadania e a integridade entre jovens da rede pública

Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

Leia Também:  Mato Grosso tem queda de 41% nos crimes de homicídios em dez anos

Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA