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Polícia Civil apreende oito armas e quase 3 mil munições de investigado por violência doméstica

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A Polícia Civil apreendeu, na quarta-feira (5.11), um arsenal de armas e munições pertencentes a um investigado por violência doméstica em Cuiabá,. Ao todo, foram apreendidas oito armas e 2.957 munições de diversos calibres.

As investigações tiveram início após a vítima, de 35 anos, procurar a Polícia Civil, no início de outubro, relatando ter sido ameaçada, empurrada, atacada com palavras e sofrido alienação parental de seu companheiro, de 49 anos, com a filha do casal. Os dois estavam juntos há oito anos, mas o suspeito havia saído de casa há um mês.

Durante as investigações, a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Cuiabá constatou que o suspeito, que é CAC (colecionador, atirador desportivo e caçador), possuía diversas armas de fogo, o que gerava intenso medo e sensação de vulnerabilidade na vítima.

Diante da gravidade do caso, a delegada Liliane Diogo representou judicialmente pela busca e apreensão das armas, medida deferida pelo Poder Judiciário.

Nessa quarta-feira (5), os policiais civis foram até a casa da vítima, onde o arsenal do suspeito estava, e apreenderam oito armas de fogo, sendo dois fuzis, três pistolas, uma carabina e um revólver, além de 2.957 munições de diversos calibres.

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Todo o material era legalizado e estava guardado em um cofre. As armas e munições foram encaminhados à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para os procedimentos legais.

“A Polícia Civil reforça seu compromisso no combate à violência doméstica e familiar, atuando de forma firme para garantir a proteção das vítimas e a responsabilização dos agressores”, disse a delegada Judá Maali, titular da DEDM.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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