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Polícia Civil captura mais integrantes da facção criminosa alvo da Operação Cartório Central

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Mais três alvos da operação Cartório Central, que estavam foragidos da Justiça, foram capturados pela Polícia Civil, na segunda-feira, em ações integradas de unidades policiais de Mato Grosso e também com a Polícia Civil de São Paulo.

Os suspeitos estavam com mandado de prisão expedidos pela 1ª Vara Criminal de Primavera do Leste expedidos com base nas investigações que resultaram na deflagração da Operação Cartório Central.

Entre os alvos presos, está M.V.O.C., integrante do grupo criminoso que atuava como “lojista”, ou seja, traficante varejista vinculado à facção, responsável pela comercialização de entorpecentes, repasse de valores e contato direto com os gerentes e disciplinários da organização.

A prisão do faccionado foi realizada após troca de informações entre a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Primavera do Leste e a equipe da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), sendo o foragido localizado em uma residência no bairro Jardim Glória I, na cidade de Várzea Grande.

Outra lojista da facção que também teve o mandado de prisão cumprido foi N.C.N.A., que também atuava como traficante varejista do grupo criminoso. O nome da suspeita está associado à aquisição de drogas em quantidade compatível com a revenda, evidenciando participação ativa na dinâmica do tráfico e vínculo funcional com a estrutura criminosa voltada à distribuição varejista de entorpecentes.

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Ela foi presa em ação conjunta da Derf de Primavera do Leste e Derf de Rondonópolis. Ela foi localizada em uma residência em Rondonópolis, ocasião em que o seu filho também foi preso com mais de 600 caixas de cigarro contrabandeado.

O terceiro alvo preso foi localizado na cidade de Sorocaba (SP) com apoio da Polícia Civil do estado de São Paulo. Batizado dentro da facção, o alvo atuava como “soldado” dentro da hierarquia do grupo criminoso.

As investigações apontaram a sua vinculação direta com a estrutura organizacional e disciplinar do grupo, bem como subordinação às diretrizes impostas pelos níveis superiores da facção, atuando diretamente com o tráfico de drogas, participando de atividades de venda e distribuição de entorpecentes sob coordenação de seus superiores.

Cartório Central

A operação foi deflagrada, no dia 14 de janeiro, para cumprimento de 471 ordens judiciais, dentre elas, 225 mandados de prisão preventiva, voltadas à desarticulação de uma facção criminosa voltada à prática de crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, extorsão, agiotagem e controle territorial, em Primavera do Leste e região.

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As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Primavera do Leste, por meio da Divisão de Investigação sobre Entorpecentes, iniciadas há pouco mais de um ano e que permitiram identificar a existência de uma facção criminosa, com divisão de funções, hierarquia interna, controle financeiro e logística própria, responsável por coordenar atividades ilícitas no município e na região.

A operação tem como principais objetivos desarticular a estrutura da facção criminosa, identificar e responsabilizar seus integrantes, além de interromper o fluxo financeiro ilícito e reduzir o poder de atuação do grupo na região.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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