MATO GROSSO

Polícia Civil conclui inquérito e indicia homem por matar motorista em Porto Esperidião

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A Polícia Civil de Mato Grosso concluiu um inquérito e indiciou, nesta quarta-feira (28.1), um homem, de 40 anos, pelo homicídio de Aristides Alves, de 34.

Aristides Alves foi assassinado a tiros no dia 5 de janeiro de 2026, por volta das 19h50, em uma via pública, na região central de Porto Esperidião. O suspeito conduzia um veículo quando Aristides emparelhou o seu veículo ao lado do dele. Neste momento, o investigado efetuou quatro disparos, atingindo a vítima.

De acordo com a investigação, a causa do crime foi uma discussão de trânsito entre o suspeito e a vítima. Aristides chegou a ser socorrido com vida, mas veio a morrer em uma unidade do Programa Saúde da Família (PSF) em decorrência dos ferimentos.

Preso, o investigado confirmou a autoria dos disparos, alegando legítima defesa em razão de suposta ameaça proferida pela vítima.

Segundo o delegado Diego Toledo, responsável pela investigação, em razão das provas reunidas (laudos, depoimentos e interrogatório), ficou evidente a materialidade e a autoria do homicídio.

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“Todavia, as circunstâncias do fato, a dinâmica dos disparos e os demais elementos probatórios reunidos nos autos não corroboram a tese de defesa, indicando que o investigado agiu por motivo fútil, utilizando-se de arma de fogo para ceifar a vida da vítima após a discussão de trânsito”, pontuou o delegado Diego Toledo.

Diante dos fatos, o investigado foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil. Após o indiciamento, o inquérito será enviado ao Poder Judiciário, possibilitando o oferecimento de denúncia pelo Ministério Público e o prosseguimento da ação penal.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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