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Polícia Civil de MT prende em Várzea Grande criminosos envolvidos em chacina de quatro trabalhadores na Paraíba

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A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu e apreendeu, nesta quinta-feira (7.5), em Várzea Grande, dois criminosos investigados por envolvimento em uma chacina ocorrida na Região Metropolitana de João Pessoa, no Estado da Paraíba, que resultou na morte de quatro trabalhadores baianos.

Um dos alvos, J.I.M.S., de 18 anos, estava com mandado de busca e apreensão expedido pela 2ª Vara da Infância e Juventude da Capital da Paraíba, por ato infracional análogo ao crime de homicídio simples. Conforme apurado, ele participou do crime quando ainda era menor de idade, porém completou a maioridade há 11 dias. O segundo alvo, R.O. S.F., de 18 anos, estava com mandado de prisão temporária expedido pela Justiça da Paraíba por investigação aos homicídios.

A localização dos suspeitos foragidos foi realizada pelas equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) de Cuiabá, após troca de informações entre a Polícia Civil da Paraíba, por meio da Draco daquele estado.

Com base nos levantamentos investigativos, foi possível identificar que os suspeitos estavam escondidos em uma quitinete no bairro Marajoara, em Várzea Grande. As equipes da GCCO/Draco foram até o endereço, onde localizaram os dois criminosos procurados pela Polícia.

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No momento da abordagem, foi encontrado com o alvo de mandado de internação um documento de identidade falso, tentando ocultar sua verdadeira identidade. Após checagens e diligências complementares, os policiais confirmaram a fraude documental e a verdadeira identificação do suspeito. Com ele, também foi apreendido um aparelho celular da marca Samsung, que será analisado para subsidiar as investigações.

No imóvel, os policiais também encontraram com outro investigado um documento de identificação com indícios de falsificação. O documento estava escondido dentro da caixa de um aparelho celular. Também foi apreendido um celular, para continuidade das investigações.

Após o cumprimento das ordens judiciais, os dois envolvidos foram conduzidos à unidade policial para as providências cabíveis, permanecendo à disposição da Justiça.

Crime na Paraíba

As investigações da Polícia Civil da Paraíba apontam que a ordem para execução dos quatro trabalhadores baianos encontrados mortos em Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa, partiu de um líder de facção criminosa que está foragido no Estado do Rio de Janeiro.

Segundo a apuração, a principal linha investigativa envolve uma suposta dívida relacionada ao tráfico de drogas atribuída a uma das vítimas. Os outros três trabalhadores mortos não teriam envolvimento com dívidas dessa natureza.

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Os corpos das vítimas foram encontrados em uma área de mata no bairro Brisamar, em João Pessoa, na madrugada do dia 3 de abril. A perícia apontou que os trabalhadores foram mortos a tiros e que três deles estavam com as mãos amarradas para trás.

A Polícia Civil da Paraíba identificou diversos envolvidos na execução e ocultação dos corpos, sendo que parte dos investigados continua foragida.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Renorcrim

As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e sua Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius

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Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.

De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.

A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.

Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.

Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.

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Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.

A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos. 

Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.

Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.

A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.

“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.

Relatos sobre outras mulheres

Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.

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Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que  uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.

A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.

Medo e pedido de Justiça

A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.

Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.

Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!

Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0

Fonte: Denuncia

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