A Polícia Civil deflagou a Operação Herpetos, voltada ao combate à manutenção irregular de animais da fauna silvestre e exótica, tendo como alvo um biólogo, residente em Cuiabá.
A ação foi realizada em conjunto com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), na última sexta-feira (20.3), no bairro Santa Marta, como resultado de investigações prévias acerca de denúncias de que o biológo mantinha animais silvestres e exóticos, de forma ilegal.
No local, as equipes policiais e ambientais identificaram e apreenderam 58 espécimes, entre répteis e aracnídeos. Desse total, 27 serpentes e um teiú argentino (Salvator rufescens) possuíam identificação por microchip. Um exemplar de monstro-de-gila apresentava possível marcação, que seria confirmada posteriormente. Além deles, foi verificada a existência de 29 animais sem qualquer tipo de identificação individual, sendo 11 geckos (Eublepharis macularius), seis escorpiões-imperador (Pandinus imperator) e doze serpentes, distribuídas em três cobras-do-milharal (Pantherophis guttatus), duas cobras-de-leite (Lampropeltis triangulum), quatro jiboias (Boa constrictor) e três jiboias-arco-íris (Epicrates spp.).
Diante das irregularidades, os 29 espécimes foram apreendidos, por estarem em desacordo com a legislação ambiental vigente. Parte dos animais foi encaminhada ao Batalhão de Polícia Ambiental, em Várzea Grande, três jiboias foram destinadas a uma clínica veterinária, onde exames de raio-x confirmaram a ausência de microchip. E os 11 geckos também foram encaminhados à clínica para melhor manejo.
Ao final da operação, foram adotadas as medidas administrativas e legais cabíveis, visando a apuração da infração ambiental e a responsabilização do investigado.
O caso permanece sob análise da autoridade policial competente para as providências subsequentes e os animais depositados em nome do investigado, para posterior apresentação da documentação.
Operação Herpetod
O nome da operação faz referência à heretologia, estudo dos répteis e anfíbios e reforça a atuação integrada dos órgãos ambientais no combate à manutenção ilegal de fauna silvestre e exótica, garantindo a proteção da biodiversidade e o cumprimento da legislação ambiental.
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (27.5), a Operação Tu Quoque, para cumprimento de ordens judiciais com foco na desarticulação de um esquema de roubo de entorpecentes e tráfico de drogas com ligação entre duas facções criminosas atuantes no Estado.
Na operação, são cumpridas 15 ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão e 11 de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cáceres, com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Pontes e Lacerda.
Também são cumpridas medidas de restrição de veículos e bloqueios de contas bancárias dos investigados, no valor de até R$ 2,5 milhões. Entre os alvos envolvidos no esquema está um praça da Polícia Militar, apontado como um dos líderes do grupo investigado.
Os mandados são cumpridos nas cidades de Pontes e Lacerda e Várzea Grande, com apoio das equipes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).
As investigações têm como foco a desarticulação de um esquema de roubo de entorpecentes subtraídos em pontos de armazenamento de drogas de uma facção criminosa na região de fronteira e que, posteriormente, eram redistribuídos por integrantes de outra facção na região metropolitana.
Segundo as investigações da Delegacia de Pontes e Lacerda, o esquema funcionava por meio de dois núcleos, um deles responsável por identificar e monitorar possíveis depósitos de drogas de uma facção criminosa na região de fronteira.
O segundo núcleo tinha uma função distinta e se deslocava da Capital do Estado para Pontes e Lacerda para atuar no roubo da droga e, posteriormente, transportar e distribuir os entorpecentes na região metropolitana.
O praça, apontado como principal alvo da operação, era o responsável pelo roubo do entorpecente, saindo da Capital para Pontes e Lacerda para subtrair a droga. Ele também fazia a separação do entorpecente para outra equipe do grupo criminoso, que atuaria na distribuição.
Desarticulação do esquema
A descoberta do esquema ocorreu após a prisão de um dos envolvidos. Na ocasião, outros integrantes do grupo conseguiram escapar, mas, com o avanço das investigações, foram identificados. Também foi descoberto o esquema envolvendo roubos ligados a facções criminosas, além da redistribuição e comercialização do entorpecente subtraído.
Além dos crimes de roubo e tráfico de drogas, as investigações identificaram o envolvimento do grupo em um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico, por meio de diversas transações bancárias envolvendo familiares, casas de apostas e empresas de fachada para a pulverização dos valores.
A expressão latina tu quoque significa literalmente “tu também” ou “até tu” e faz referência ao fato de existir, como pivô da organização criminosa, um membro das forças de segurança, representando uma significativa quebra da confiança depositada e esperada dos agentes públicos.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Renarc
A operação faz parte da sexta fase da Operação Narke, da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc). A rede reúne delegados titulares das unidades especializadas e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (DIOPI), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para traçar estratégias de enfrentamento ao narcotráfico.
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