A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (13.3), a Operação Vale Seguro. A ação, coordenada pela Delegacia de Juscimeira e com apoio da Delegacia de Jaciara, resultou no cumprimento de três ordens judiciais.
Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em São Lourenço de Fátima, distrito de Juscimeira, após investigações baseadas em denúncias anônimas sobre a posse irregular de armas e munições em um estabelecimento comercial e residências da região.
Durante a ação, foram localizadas armas e munições sem registro ou autorização, confirmando as suspeitas. Os responsáveis foram presos em flagrante pelos crimes de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito, receptação e posse ilegal de munições de uso permitido.
Além disso, a operação resultou na prisão temporária de um suspeito de tentativa de homicídio qualificado, ocorrido em 30 de dezembro de 2024, em Juscimeira.
No momento da prisão, foram encontrados, em sua residência, materiais utilizados no preparo de drogas para venda, incluindo uma balança de precisão e mais de 100 pinos de cocaína. Diante disso, o suspeito também foi autuado em flagrante pelo crime previsto no artigo 34 da Lei de Drogas.
A Operação Vale Seguro integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso no enfrentamento às facções criminosas, por meio da Operação Inter Partes, que faz parte do Programa Tolerância Zero, do Governo do Estado.
As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e desarticular as atividades criminosas.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
Conforme o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar o que pode ter provocado o fenômeno termoelétrico, que segundo a literatura pericial pode estar relacionado à sobrecarga elétrica, curto-circuito, ou descarga elétrica contínua.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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