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Polícia Civil desarticula logística de tráfico de drogas com participação de menores no norte de MT

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (6.3), a Operação Atena para cumprir ordens judiciais contra uma facção criminosa envolvida em crimes de tráfico de drogas e corrupção de menores no município de Itaúba e região.

Ao todo, são cumpridas nove ordens judiciais, sendo cinco mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Sinop, além de mais dois mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara da Infância e Juventude de Itaúba.

As investigações, conduzidas pela Delegacia de Itaúba, identificaram um esquema de transporte e venda de drogas com a utilização de menores de idade, ampliando o alcance da atividade criminosa.

Logística diferenciada

As investigações apontaram que a facção criminosa esquematizou uma mudança na logística do comércio de entorpecentes, relacionada ao depósito, transporte e comercialização da droga.

Como forma de despistar possíveis ações policiais, o grupo passou a manter o depósito da droga em pequenos municípios da região, utilizando menores de idade, como “mulas”, para fazer o transporte do entorpecente para cidades como Peixoto de Azevedo, Matupá e Guarantã do Norte.

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Para o delegado Thiago Barros, responsável pelas investigações, a operação representa um importante passo no combate à atuação das facções criminosas no interior do Estado.

“A investigação reforça o compromisso da Polícia Civil no combate qualificado ao tráfico de drogas e na proteção da infância e juventude, dos menores que desde cedo já estavam sendo expostos à criminalidade”, disse o delegado.

Atena

O nome da operação faz referência à deusa da mitologia grega associada à sabedoria, guerra justa e estratégia, simbolizando o caráter investigativo e planejado da ação policial para, com inteligência e precisão, reprimir as práticas criminosas no município.

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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