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Polícia Civil desarticula organização criminosa envolvida em sequestros, homicídios e tráfico em Colniza

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Colniza, deflagrou, na sexta-feira (05.07), a Operação Terminus para cumprimento de 16 ordens judiciais, entre mandados de prisão, internação e busca e apreensão contra integrantes de uma organização criminosa envolvida com crimes de sequestro, homicídios e tráfico de drogas no município e região.

A operação integra os trabalhos da Operação Erga Omnes, desencadeada pela Diretoria da Polícia Civil para combate à atuação de organizações criminosas em todo Estado de Mato Grosso.

Ao todo, foram cumpridos seis mandados de prisão, dois de internação de menores e oito de busca e apreensão domiciliar. Os investigados respondem por crimes de sequestro, homicídio, tráfico de drogas e integrar associação criminosa.

As investigações coordenadas pelo delegado, Lucas Pereira Santos, apontam que o grupo está envolvido em, pelo menos, quatro homicídios na região, entre eles das vítimas Edivan de Souza Dutra, de 35 anos e de Élica Lopes dos Santos, 28 anos, ocorrido no dia 21 de junho.

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Segundo apurado, as vítimas tiveram a morte decretada por uma organização criminosa por estarem atuando com a venda de drogas, sem a autorização da facção. As vítimas vendiam entorpecentes, ocultamente e por conta própria, sendo denominadas pela facção como “cabriteiros”. A “cabritagem” além de trazer prejuízos financeiros à organização criminosa é vista como uma falta de respeito, que deve ser punida.

No dia dos fatos, as vítimas estavam em uma festa, quando foram sequestradas e levadas para uma residência na região central de Colniza, onde ocorreu o julgamento do Tribunal do crime, que determinou a sentença de morte.

Nas investigações, foram identificadas 10 pessoas envolvidas no crime, entre elas, sete adultos e três menores de idade, sendo representado pelos mandados de prisão, internação e busca e apreensão contra todos os envolvidos. Dois dos investigados foram a óbito no dia 26 de junho, durante fuga após praticarem um roubo a mão armada no município de Aripuanã.

Além da prisão e apreensão de todos os envolvidos, a ação resultou na apreensão de grande quantidade de entorpecentes e apetrechos relacionados à atividade de tráfico de drogas.

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Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius

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Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.

De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.

A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.

Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.

Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.

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Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.

A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos. 

Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.

Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.

A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.

“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.

Relatos sobre outras mulheres

Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.

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Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que  uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.

A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.

Medo e pedido de Justiça

A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.

Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.

Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!

Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0

Fonte: Denuncia

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