MATO GROSSO

Polícia Civil e PRF apreendem caminhão carregado de alimentos pertencente a facção criminosa em Cáceres

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Uma ação integrada da Polícia Civil e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) resultou na apreensão, nesta segunda-feira (1º), de um caminhão carregado com produtos destinados à montagem de cestas básicas pertencente a uma facção criminosa com atuação em Mato Grosso. A abordagem ocorreu na BR-070, em Cáceres, e o motorista do veículo, de 35 anos, foi encaminhado à delegacia.

A apreensão ocorreu por volta das 13h30, durante ação da Operação Brasil Contra o Crime Organizado na Fronteira, que reuniu a Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), a Delegacia Especializa de Repressão ao Crime Organizado (Draco), a Delegacia de Mirassol D’Oeste e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Após receberem uma denúncia, as equipes policiais iniciaram diligências e monitoramento do veículo do suspeito e o abordaram quando ele entrou em Cáceres.

Durante a busca veicular, foram encontrados diversos produtos alimentícios e de higiene, como açúcar, óleo, café, feijão, farinha, sal, macarrão, bolachas, molho de tomate, miojo, arroz, papel higiênico, sabonete, detergente, creme dental, sabão em pó e água sanitária, materiais estes compatíveis com a composição de cestas básicas.

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Dentro do caminhão também foram encontradas diversas notas fiscais eletrônicas. Questionado, o condutor do caminhão relatou que o veículo pertence a uma empresa de alimentos e que havia sido carregado em Cuiabá.

“Constatou-se ainda que o condutor que realizaria as entregas nas cidades constantes nas notas fiscais e só saberia do local exato quando chegasse ao destino, modus operandi muito utilizado por facção criminosa para dificultar a identificação de seus membros”. Afirmou o delegado Fabricio Alencar.

Diante do encontrado, o motorista foi conduzido para a delegacia, junto com o caminhão e o material apreendido. Agora, o delegado Fabricio Alencar irá representar junto ao Poder Judiciário pela destinação dos produtos apreendidos a instituições de caridade, de modo que os materiais possam ser utilizados em benefício de pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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