A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), deflagrou a Operação Ipiranga com objetivo de coibir crimes contra a flora e fazer atividade de perícia técnica em propriedades rurais que se encontram com embargos para acelerar a recuperação de ativos, que ultrapassa a quantia de R$ 2 milhões.
Entre os dias 08 a 14 de julho, os policiais civis da Dema realizaram diversas diligências e fiscalizações de extração de madeira ilegal em estradas vicinais nas regiões dos municípios de Sinop, Feliz Natal e São José do Rio Claro.
Durante as barreiras de fiscalização no norte de Mato Grosso, um caminhão Mercedez Benz carregado com aproximadamente oito metros cúbicos de toras de madeiras nobre extraída de maneira ilegal da Estação Ecológica Rio Ronuro foi apreendido.
A carga avaliada em R$ 50 mil, junto com o veículo, totalizou prejuízo de cerca de R$ 150 mil para a organização criminosa atuante no comércio ilegal de madeira. O condutor do caminhão foi autuado em flagrante pelo crime de vender, expor à venda, ter em depósito, transportar ou guardar madeira, lenha, carvão e outros produtos de origem vegetal, sem licença ambiental.
As ações também incluíram o acompanhamento da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Poitec) nos trabalhos periciais em uma fazenda na cidade de Feliz Natal, onde foi constatado, através de monitoramento pelos bancos de dados e imagens de satélite Planet, a evolução do dano ambiental chegando a quase três hectares de desmatamento ilegal.
A delegada titular da Dema, Liliane Murata, reforça o comprometimento em proteger o meio ambiente e garantir que as leis sejam cumpridas. “As fiscalizações continuarão com rigor para preservar nossos recursos naturais e punir aqueles que insistem em desrespeitar a legislação ambiental”, pontuou a delegada.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.