A Polícia Civil localizou, na manhã desta terça-feira (5.5), um jovem, de 19 anos, que estava desaparecido desde o dia 02 de maio, quando saiu para comprar pão e não foi mais visto.
O caso passou a ser investigado após a mãe da vítima procurar a Delegacia de Pedra Preta, no domingo (3.5), relatando que o filho havia ido até o município de Pedra Preta na sexta-feira (1º.5), onde permaneceu em atividades festivas.
Por volta das 5 horas da manhã do sábado (2.5), o jovem saiu utilizando um veículo emprestado, uma Fiat Strada branca, com a finalidade de comprar pão, ocasião em que deu carona a outro indivíduo. Após deixar o passageiro, não foi mais visto.
Diante da comunicação do desaparecimento, a Polícia Civil iniciou imediatamente uma força-tarefa, empregando técnicas investigativas, oitivas e levantamentos de campo para reconstruir os últimos passos da vítima e identificar possíveis rotas percorridas.
Como resultado do trabalho investigativo, na manhã desta terça-feira (05.05), equipes policiais receberam a informação sobre a possível presença de um veículo em área de mata nas proximidades de uma rodovia da região, que liga Pedra Preta a Galiléia, distrito de Rondonópolis, conhecida como estrada do leite, próximo a curva do S.
Durante as diligências no local indicado, foi constatado que se tratava do automóvel utilizado pela vítima, que havia saído da pista, capotado e permanecido oculto em meio à vegetação. No interior do veículo, os policiais localizaram o jovem, que, desde o dia do desaparecimento, encontrava-se preso às ferragens, ainda com vida, mas com um ferimento grave na perna, que o impossibilitou de sair para pedir por socorro.
Diante da situação, foram acionadas imediatamente equipes de resgate, com a atuação integrada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros, que realizaram o desencarceramento da vítima e prestaram os primeiros socorros.
O jovem foi encaminhado a uma unidade hospitalar, onde permanece sob cuidados médicos.
“A rápida resposta investigativa e o trabalho contínuo das equipes foram determinantes para a localização da vítima com vida, reforçando o compromisso institucional com a preservação da vida e a elucidação de ocorrências de desaparecimento”, afirmou o delegado de Pedra Preta, Fabrício Garcia.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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