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Polícia Civil prende dois padastros investigados por abusar de enteadas em Querência

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A Polícia Civil cumpriu, quinta-feira (5.3), dois mandados de prisão preventiva em desfavor de dois padrastos, de 27 e 57 anos, investigados pela prática de crimes contra a dignidade sexual envolvendo enteadas adolescentes, em Querência.

A medida foi adotada após o avanço de investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia de Querência, que revelaram graves situações de violência no âmbito familiar.

No primeiro caso, a apuração teve início após a genitora de uma das vítimas, de 11 anos, procurar a coordenação de uma instituição escolar relatando que a filha vinha sofrendo abusos praticados pelo padrasto e que a situação já se prolongava por algum tempo, tornando-se insustentável.

Diante da gravidade das informações, os fatos foram levados ao conhecimento da Polícia Civil, que imediatamente instaurou procedimento investigatório.

Durante o curso das rápidas diligências investigativas, que incluíram oitivas, coleta de elementos informativos e acompanhamento especializado das vítimas, verificou-se que outra adolescente da mesma família, de 15 anos, irmã da primeira vítima, também estaria sendo submetida às mesmas práticas criminosas pelo investigado.

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As circunstâncias apuradas indicaram um quadro reiterado de violência sexual no ambiente doméstico, evidenciando especial vulnerabilidade das vítimas.

No segundo caso, a investigação teve início após o irmão da vítima comparecer espontaneamente à Delegacia de Polícia, relatando que sua irmã, de 12 anos, vinha sendo vítima de abusos sexuais praticados pelo padrasto há alguns anos.

A partir da notícia trazida à autoridade policial, foram adotadas as providências investigativas cabíveis, sendo reunidos elementos informativos que indicaram a ocorrência dos fatos narrados.

Diante da gravidade das condutas investigadas, da necessidade de resguardar a integridade física e psicológica das vítimas, bem como da conveniência da instrução criminal e da garantia da ordem pública, a Polícia Civil representou pela decretação da prisão preventiva dos investigados.

Após manifestação favorável do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, o pedido foi acolhido pelo Poder Judiciário, que expediu os respectivos mandados de prisão, cumpridos pelas equipes da Delegacia de Querência nessa quinta-feira (05.03).

Os investigados foram localizados, presos e encaminhados ao sistema prisional, sendo atualmente custodiados no Presídio de Água Boa, onde permanecem à disposição da Justiça.

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Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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