A Polícia Civil cumpriu, nesta quinta-feira (4.12), mandado de prisão contra um homem de 28 anos, investigado pelo crime de estupro de vulnerável cometido contra uma adolescente de 13 anos, em Peixoto de Azevedo.
A investigação teve início após a família da vítima procurar a Polícia Militar e relatar o abuso, que encaminhou o caso à Polícia Civil. Conforme o apurado, o suspeito teria constrangido a adolescente em via pública e praticado atos de conotação sexual contra a vítima. Ele foi detido em flagrante e conduzido à Delegacia de Polícia Civil, ocasião em que confessou parte dos fatos.
Diante dos elementos reunidos no inquérito policial, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do investigado, que foi deferida pelo Poder Judiciário.
O mandado de prisão foi cumprido pela equipe da Delegacia de Peixoto de Azevedo, com o apoio do Núcleo da Polícia Militar de União do Norte. O suspeito foi conduzido à unidade policial, onde permanece à disposição da Justiça.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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