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Polícia Civil prende mulher condenada por matar dois ex-namorados na Baixada Cuiabana

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A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, na manhã desta terça-feira (24.2), uma mulher de 33 anos, condenada por matar dois ex-namorados entre 2019 e 2024. Ela estava foragida da Justiça e foi localizada no Pronto-Socorro de Várzea Grande, logo após dar à luz.

Ela havia sido condenada pelos homicídios de Dirceu de Lima Raimundo e Crizuandhel Fialho Egueis Arruda, de 58 e 43 anos, respectivamente. Somadas, as penas chegam a 41 anos, 9 meses e 19 dias de prisão em regime inicialmente fechado.

Primeiro homicídio

O primeiro crime ocorreu em novembro de 2019, no bairro Jardim Marajoara II, em Várzea Grande. Dirceu de Lima Raimundo foi encontrado em cova rasa, nos fundos do quintal da própria casa, já em avançado estado de decomposição.

A suspeita era companheira de Dirceu e, após o desaparecimento dele, se apossou da motocicleta da vítima. À época, ao ser questionada, ela dizia que o convivente havia viajado a trabalho.

Foram encontradas manchas de sangue em diversos locais no interior da casa, o que levou a Polícia Civil a concluir que a vítima foi assassinada dentro de casa e, posteriormente, levada para os fundos do quintal, onde foi enterrada junto a uma rede de dormir.

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Segundo homicídio

A segunda vítima, Crizuandhel Fialho Egueis Arruda, 43 anos, foi assassinada na madrugada do dia 21 de fevereiro de 2024, no bairro Despraiado, em Cuiabá.

A vítima foi encontrada morta na guarita de um condomínio, em cima de um banco de madeira, com diversas perfurações causadas por instrumentos perfurocortantes e vestígios de sangue espalhados pelo local.

Havia câmeras de segurança no residencial e, nas imagens, foi possível ver dois homens e uma mulher perseguindo a vítima até a entrada da guarita. Ao alcançarem a vítima, um dos suspeitos do sexo masculino golpeou a vítima com facadas, e a mulher atacou Crizuandhel com pedradas e chutes.

A mulher fugiu do local com a motocicleta da vítima, e os homens fugiram a pé.

Crizuandhel havia conhecido a mulher em agosto de 2019, se apaixonou e viveu um relacionamento conturbado com ela. Ela foi presa pelo primeiro homicídio, mas ele seguiu com o relacionamento, inclusive se casando com ela para poder visitá-la no presídio.

Em fevereiro de 2023, a pedido da esposa, ele tentou entrar no presídio com um rolo de barbante. O objeto, no entanto, estava recheado de drogas, o que fez Crizuandhel ser preso por tráfico de drogas e precisar usar tornozeleira eletrônica. No final de 2023, a condenada fugiu do presídio, e Crizuandhel voltou a encontrá-la.

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No dia em que foi assassinado, 21 de fevereiro de 2024, ele saiu de casa com sua motocicleta por volta das 3 horas da madrugada, sem dizer para onde iria. Pela manhã, a família, que sempre foi contra o relacionamento, foi informada sobre a morte da vítima.

Prisão

Após investigação da Polícia Civil, a mulher foi indiciada, denunciada e condenada também pelo homicídio do segundo namorado, mas seguia foragida.

Nesta terça-feira (24.2), ela foi localizada pela equipe da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) no Pronto-Socorro de Várzea Grande, logo após dar à luz um bebê.

Ela foi presa assim que recebeu alta e encaminhada para a delegacia. O recém-nascido ficará com um familiar da presa.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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