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Polícia Civil prende quatro homens por violência doméstica em Cuiabá

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A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu nesta sexta-feira (27.02), em Cuiabá, quatro mandados de prisão relacionados a crimes no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher.

Os investigados, de 19, 49, 38 e 21 anos, tiveram as prisões preventivas decretadas em razão de investigações da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Cuiabá, ou descumprimento de Medidas Protetivas de Urgência.

O primeiro, de 19 anos, é investigado por espancar a companheira, de 21 anos, a noite toda, além de abusar sexualmente dela com um cabo de vassoura, jogar álcool no corpo dela e ameaçar atear fogo. Todo o crime se deu na frente da filha recém-nascida do casal.

Ele foi encontrado pela equipe da DEDM em seu local de trabalho, no bairro Distrito Industrial, em Cuiabá, no fim da manhã.

O segundo, de 49 anos, já foi preso em flagrante por agredir a ex-companheira, de 51 anos, que possui medidas protetivas. Porém, ele continuou indo à casa da vítima constantemente, mesmo com tornozeleira eletrônica. Ele a ameaçava de morte quando fosse tirar o equipamento.

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Diante do descumprimento das medidas protetivas, a delegada Judá Maali Marcondes representou pela prisão preventiva, que foi deferida pela Justiça. Ele foi localizado na Comunidade Terra Vermelha, a aproximadamente 10 quilômetros do Distrito do Aguaçu, zona rural da Capital.

O terceiro investigado, de 38 anos, agrediu severamente a esposa gestante com socos e a torturou, chegando a subir em cima da barriga dela, depois que ela se recusou a manter relação sexual com ele. Durante as agressões, ele exigia que a vítima, de 29 anos, falasse que o filho que espera não era dele.

O suspeito foi preso em sua casa, no bairro Tancredo Neves, na tarde desta sexta-feira.

O quarto preso, de 21 anos, também agrediu severamente a ex-namorada, de 24 anos, e teve a prisão civil decretada por não pagar pensão alimentícia em favor do filho, após decisão judicial. Ele foi localizado em sua residência, no bairro Pedra 90, e encaminhado para a delegacia.

“A atuação célere da Polícia Civil reforça o compromisso da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá com o cumprimento rigoroso das decisões judiciais e com a proteção efetiva das vítimas”, disse a delegada Judá Maali Marcondes.

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Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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