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Polícia Civil prende suspeitos de envolvimento em homicídio em São José dos Quatro Marcos

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A Polícia Civil deflagrou, nesta segunda-feira (22.12), a “Operação Dissenso” para cumprimento de três ordens judiciais, sendo um mandado de busca e apreensão domiciliar e dois mandados de prisão preventiva, em desfavor de dois investigados.

A ação foi realizada por meio da Delegacia de Polícia de São José dos Quatro Marcos, com apoio da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e da Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron).

As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Única da Comarca de São José dos Quatro Marcos e estão vinculadas à investigação que apura tentativa de homicídio, ocorrida em fevereiro de 2024, no município.

Segundo a investigação, o crime teria sido praticado em decorrência de conflitos entre investigados ligados a grupos criminosos na região.

Um dos alvos, um homem de 45 anos, teve a prisão preventiva cumprida durante diligências no município de Cáceres, sendo conduzido para as providências legais. O outro investigado, de 34 anos, já se encontrava preso por outro processo, tendo sido formalizado o cumprimento do mandado judicial expedido neste procedimento.

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Durante a ação, também foi realizado o cumprimento de mandado de busca domiciliar, com a apreensão de aparelhos celulares e outros materiais de interesse investigativo, que serão analisados conforme autorização judicial, com o objetivo de fortalecer a coleta de elementos probatórios e contribuir para o esclarecimento completo dos fatos.

De acordo com o delegado responsável pela condução da investigação, Kairo Ribeiro, as diligências seguem para consolidação das provas e responsabilização dos envolvidos, preservando-se o andamento da investigação e evitando a exposição de informações sensíveis.

“Trata-se de uma investigação que exige rigor técnico e integração entre unidades, com foco em retirar de circulação suspeitos de crimes graves e reunir provas para o devido processo legal”, destacou o delegado.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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