A Polícia Militar localizou e apreendeu 196 quilos de drogas, entre substâncias análogas à maconha e cocaína, na noite desta sexta-feira (02.08), em Cuiabá. Os entorpecentes foram localizados em dois pontos da Capital, após compartilhamento de informações com a Polícia Militar de Goiás.
Por volta de 18h40, em acompanhamento às informações recebidas, a equipe do Grupo de Apoio (GAP) do 3º Batalhão se deslocou até o bairro Sol Nascente, em verificação a um suposto depósito de drogas. No local, os militares flagraram um homem saindo da casa, que correu ao visualizar os policiais, não sendo localizado.
Durante a fuga, o suspeito abandonou um tablete de drogas, que foi recolhido pela PM. Em seguida, os militares foram até o imóvel e encontraram o restante dos entorpecentes. No local, foram apreendidos 63 quilos de cocaína e 87 quilos de maconha. As drogas foram encaminhadas para a Central de Flagrantes de Cuiabá.
Já a equipe da Cavalaria, se deslocou a um condomínio no bairro Bela Marina, após recebimento de denúncia de que drogas estavam sendo guardadas dentro de um veículo Fiat Strada. No local, os militares encontraram o veículo que estava com sinais de abandono recente, com vidros abertos e chave na ignição.
Dentro do carro, os policiais localizaram um tablete de maconha. Diante da situação, a equipe policial realizou vistoria minuciosa e identificou um fundo falso nas laterais do carro, de onde foram retirados mais 37 quilos de cocaína e nove quilos de maconha. Em buscas pelo local, o proprietário do veículo não foi localizado.
As drogas foram encaminhadas para a Central de Flagrantes da Capital para registro da ocorrência e demais providências. As forças policiais seguem nas buscas dos suspeitos responsáveis pela guarda das drogas.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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